Alguém precisa avisar Miley Cyrus que ser promíscua não é sinônimo de ser madura. Infelizmente hoje, as pessoas entendem a promiscuidade como forma de liberdade transformando em problema de moralismo o que na verdade é um problema de saúde, principalmente mental. E a eterna Hannah Montana virou a porta voz da promiscuidade libertadora, que defende sexo irresponsável e o consumo de drogas nocivas à saude.
E ser promíscuo nada tem de bom e gera danos. É um tipo de irresponsabilidade. Mas parece que para a sociedade, ao atingirmos os 18 anos, passamos a ter direito de sermos irresponsáveis, a fazer tudo sem pensar nas consequências. Havendo qualquer polêmica, é só acusar os mais sensatos de estarem sendo "moralistas", que está tudo tranquilo. Se alguém morrer por causa de excesso, inventa-se que "estava na hora dele ir embora", que já convence a sociedade incauta.
Cyrus, filha do cantor country Billy Ray Cyrus (que aparentemente faz vista grossa para as maluquices da filha), pelo jeito quis se livrar de maneira radical do mito de estrela infantil e entendeu que a promiscuidade seria a forma mais fácil de se libertar da personagem que a consagrou. E fingindo sensualidade, se esquece que não tem corpo nem charme de uma musa realmente sensual, sendo vista por muitos como uma magrela de peito pequeno quereno aparecer com a sua nudez.
A eterna Hannah Montana não conseguiu melhorar o mundo ate agora e seu ativismo se limitou a ter um único lado bom: de servir para aumentar a auto-estima da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Mas campanhas de ativismo pró-LGBT já estão sendo feitas por outros ativistas. O que já dispensa Miley desse tipo de ativismo.
Toda forma de amor vale a pena e uma pessoa não pode ser condenada porque não se encaixa naquilo que se conhecia como única definição de "família". Muitos relacionamentos homo-afetivos têm mais respeito e amor sinceros do que muitas relações héteros, sobretudo entre homens ricos e jovens lindas.
Mas Miley não precisava de lançar não da promiscuidade para defender os direitos do povo LGBT. Poderia ter feito isso de maneira mais sóbria e elegante. E nos outros setores, Miley erra feio no seu ativismo, com atitudes que não conseguem melhorar o sistema como um todo.
Ainda bem que temos outros ativistas jovens que tomam iniciativas bem mais eficientes. Não precisamos de Miley Cyrus. Ela é apenas uma garotinha querendo aparecer. Ela quer mostrar que cresceu na aparência, mas ainda preserva boa parte da ingenuidade de sua personagem. Mesmo assim, gostávamos mais dela quando ela era a Hannah Montana. Hannah também não mudou o mundo, mas pelo menos assumia que era incapaz de mudar.

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