Hoje, o líder de minha banda favorita, a New Order, Bernard Sumner, completa a sexta década de vida. Felicidades a ele e a nós também, pois apesar da idade, segue firme com a banda, que quase foi extinta por causa do temperamento meio imaturo do ex-baixista Peter Hook (um dos melhores baixistas do mundo e que curiosamente também chega aos 60 neste ano, a despeito de sua índole irresponsável), o que provou brigas na banda.
Sumner, que nos tempos de Warsaw/Joy Division se chamava Bernard Albreccht e às vezes é chamado atualmente de Barney, tentou fundar outra banda após as brigas com Hook e nisso surgiu o Bad Liutenant. Com a retomada da carreira musical da tecladista e guitarrista Gillian Gilbert, esposa do baterista Stephen Morris, Sumner decidiu, mantendo os dois integrantes de sua nova banda rebatizá-la como New Order e iniciar uma nova fase na carreira da banda.
E tudo novo, mesmo com a retomada do velho nome. Para começar um novo contrato, desta vez com a Mute Records, gravadora que consagrou Depeche Mode, Nick Cave, Moby (este que virou amigão de ninguém menos que Jean Michel Jarre, papa da musica eletrônica francesa que convidou o inglês para o seu novo álbum de duetos). Na Mute, New Order fez seu novo álbum lançado no dia 25 de setembro (aniversário de 45 anos da minha paixão de adolescência, uma colega de escola que nunca consegui conquistar), denominado com o adequadíssimo nome de Music Complete.
O álbum, que acaba de sair no Brasil por uma gravadora pequena (ué, a Sony Music não se interessou?), uma tal de Voice (especializada em discos independentes de rock), não decepciona. Parece uma versão melhorada do álbum Get Ready, que lançou a viciante Crystal (uma das músicas da banda que eu mais gosto, além de Perfect Kiss, This Time of Night, Thieves Like us e True Faith) e foi imediatamente aclamado pela crítica especializada. É considerado o melhor álbum da banda nos últimos 20 anos.Não vou ficar aqui destrinchando o álbum, pois há várias resenhas sobre o mesmo (gostei muito dessa: clique aqui). Mas quem ouvir vai ver a banda bem jovial, dançante, alegre e inspirada. Há participações especiais de Iggy Pop (ídolo de Ian Curtis, fundador do Joy Division, que deu origem ao N.O., na primeira gravação da banda com vocal totalmente feita por um não-integrante), de Tom Rowlands, da conterrânea Chemical Brothers (que simulou uma voz bem grave em Tutti Frutti, lembrando o que Hook fez em Fine Time, de Technique, em 1989) e do vocalista da banda The Killers (homônima a banda fictícia que aparece no clipe de Crystal: homenagem?), alem de alguns menos famosos.
Adorei o álbum, cheio de faixas empolgantes e superou as minhas expectativas, mostrando que a minha banda favorita está pronta para o futuro. Apesar de completar hoje 60 anos, Sumner está cada vez melhor como musico e cantor e ostenta uma jovialidade incrível e mantém a qualidade que sempre marcou todas as bandas em que participou.
Nunca vou deixar de ser fã de carteirinha do New Order. Com Music Complete, a banda me obrigou a permanecer no fã clube. E pelo jeito para sempre.

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