Os anos 90 forçaram uma verdadeira decadência cultural. Com a queda do muro de Berlim, os empresários se apressaram em alienar as pessoas para aproveitar a alta do sistema Capitalista e impedir qualquer forma de subversão. Com isso, os jovens aprenderam a gostar da chamada "música brega" ou "música de povão".
Com isso, a decadência foi se alastrando também para outros gêneros, favorecendo o surgimento de uma MPB insossa e de um rock estereotipado e metido a engraçadinho.
Para muitos, basta não ser ruim para ser o melhor
Mas com o fortalecimento e a consequente hegemonia das várias tendências da música brega (axé, pagode, "funk", "sertanejo", além do próprio brega), tudo que fosse diferente disso era considerado "de qualidade", se baseando naquela ditado que diz que "quem tem um olho é rei". Não ser populacho passou a ser uma qualidade que para muitos, compensa a ausência de outras virtudes. Os artistas desde então até agora passaram a ser valorizados não por serem bons, mas por não serem ruins.
E essa mediocrização acabou por contaminar também o rock, que estranhamente é protegido pelo seu rótulo. Para quase todos, rock é sinônimo de música de qualidade e rock ruimsoa impossível para quem acredita nesta tese.
A palavra rock é tão estigmatizada como "música boa" que na época da morte de Michael Jackson, em um fórum de internet, os fãs deste se apressaram em tratá-lo como se ele fosse o "mártir do rock", mesmo sendo ele de outro gênero musical (soul music) e gravado apenas três roquinhos durante toda a sua carreira. Tentei corrigir a informação no tal fórum e os fãs se irritaram, como se dissociar o cantor do rótulo que não lhe pertencia significasse uma espécie de xingamento, o que não faz nenhum sentido.
Rock ruim é protegido pelo rótulo
Com a mercantilização da música em todo o mundo, desde os anos 90, todos os gêneros musicais sempre tiveram representantes que fazem música de má qualidade. Há gêneros que só tem intérpretes ruins (como as citadas tendências do brega), mas não há gênero que só tenha grandes artistas. Até mesmo os sofisticados jazz e erudito tem seus picaretas sem talento e sem vocação musical que só pensam em ganhar dinheiro enganando seus fãs.
E o rock, também teve desde o início, sempre algum embuste enfiado no meio de tantas coisas boas. E ainda muita coisa ruim é vendida sob o rótulo de "rock" até hoje. E não pensem que é o Restart, este por consenso rotulado como música infantil, graças a rejeição coletiva (e modista, vale destacar) contra o grupo de musiquinhas tolas.
Só que estas tendências ruins do rock, protegidas pelo rótulo, acabaram ganhando um postiço prestígio cultural que os transformou em gênios da música assim, gratuitamente, sem o esforço que os verdadeiros mestres tiveram no intuito de evoluir o rock.
Grupos como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Detonautas Roque Clube (meio futebolístico este nome, não acham?), CPM 22 e similares, surgidos na onda da mediocrização do rock, hoje são tidos como totens da "boa música". E qualquer crítica a eles, por mais respeitosa que seja, gara uma revolta entre os defensores. Rock ruim passou a ser bom porque é rock. Se é rock, é bom.
Até mesmo a banda americana de rock estereotipado, Guns'n'Roses, é tratada como "gênios absolutos do rock", pelos seus fãs brasileiros. Nos EUA eles não são levados a sério, mas no Brasil são tratados como se fossem intelectuais da música. Mas um cantor brega teve a sensatez de alertar sobre aquilo que eu observei faz tempo, dizendo que as letras do G'n'R parecem arrocha. Uma verdade que vai doer mais nos fãs do canastrão Axl Rose do que em mim.
Até o outrora ridicularizado metal farofa (de onde veio o G'n'R) ganha hoje um respeito que não lhe é merecido, visto os defeitos evidentes na música e na atitude dos nomes ligados ao gênero.
Rock para diversão não deveria ser levado a sério. Mas é levado a sério
Mal sabem eles que roqueirinhos como estes, fazem musica só para se divertir e ganhar dinheiro e que a evolução cultural poderia ocorrer muito bem sem a presença desses roquinhos fajutos feitos por verdadeiros canastrões metidos a geniais.
As pessoas perderam a noção de qualidade musical, já que a mídia despeja uma avalanche de ruindade que piora a cada dia. E com cada ruindade que aparece, o ruim do passado passa a ser visto como "de qualidade". E somente isso explica porque todo mundo vê a salvação da música em ídolos medíocres que, só por não serem tão ruins como as novidades dos últimos dias, são excessivamente superestimados, alçados a condição de "grandes mestres da cultura".
Com isso, a decadência foi se alastrando também para outros gêneros, favorecendo o surgimento de uma MPB insossa e de um rock estereotipado e metido a engraçadinho.
Para muitos, basta não ser ruim para ser o melhor
Mas com o fortalecimento e a consequente hegemonia das várias tendências da música brega (axé, pagode, "funk", "sertanejo", além do próprio brega), tudo que fosse diferente disso era considerado "de qualidade", se baseando naquela ditado que diz que "quem tem um olho é rei". Não ser populacho passou a ser uma qualidade que para muitos, compensa a ausência de outras virtudes. Os artistas desde então até agora passaram a ser valorizados não por serem bons, mas por não serem ruins.
E essa mediocrização acabou por contaminar também o rock, que estranhamente é protegido pelo seu rótulo. Para quase todos, rock é sinônimo de música de qualidade e rock ruimsoa impossível para quem acredita nesta tese.
A palavra rock é tão estigmatizada como "música boa" que na época da morte de Michael Jackson, em um fórum de internet, os fãs deste se apressaram em tratá-lo como se ele fosse o "mártir do rock", mesmo sendo ele de outro gênero musical (soul music) e gravado apenas três roquinhos durante toda a sua carreira. Tentei corrigir a informação no tal fórum e os fãs se irritaram, como se dissociar o cantor do rótulo que não lhe pertencia significasse uma espécie de xingamento, o que não faz nenhum sentido.
Rock ruim é protegido pelo rótulo
Com a mercantilização da música em todo o mundo, desde os anos 90, todos os gêneros musicais sempre tiveram representantes que fazem música de má qualidade. Há gêneros que só tem intérpretes ruins (como as citadas tendências do brega), mas não há gênero que só tenha grandes artistas. Até mesmo os sofisticados jazz e erudito tem seus picaretas sem talento e sem vocação musical que só pensam em ganhar dinheiro enganando seus fãs.
E o rock, também teve desde o início, sempre algum embuste enfiado no meio de tantas coisas boas. E ainda muita coisa ruim é vendida sob o rótulo de "rock" até hoje. E não pensem que é o Restart, este por consenso rotulado como música infantil, graças a rejeição coletiva (e modista, vale destacar) contra o grupo de musiquinhas tolas.
Só que estas tendências ruins do rock, protegidas pelo rótulo, acabaram ganhando um postiço prestígio cultural que os transformou em gênios da música assim, gratuitamente, sem o esforço que os verdadeiros mestres tiveram no intuito de evoluir o rock.
Grupos como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Detonautas Roque Clube (meio futebolístico este nome, não acham?), CPM 22 e similares, surgidos na onda da mediocrização do rock, hoje são tidos como totens da "boa música". E qualquer crítica a eles, por mais respeitosa que seja, gara uma revolta entre os defensores. Rock ruim passou a ser bom porque é rock. Se é rock, é bom.
Até mesmo a banda americana de rock estereotipado, Guns'n'Roses, é tratada como "gênios absolutos do rock", pelos seus fãs brasileiros. Nos EUA eles não são levados a sério, mas no Brasil são tratados como se fossem intelectuais da música. Mas um cantor brega teve a sensatez de alertar sobre aquilo que eu observei faz tempo, dizendo que as letras do G'n'R parecem arrocha. Uma verdade que vai doer mais nos fãs do canastrão Axl Rose do que em mim.
Até o outrora ridicularizado metal farofa (de onde veio o G'n'R) ganha hoje um respeito que não lhe é merecido, visto os defeitos evidentes na música e na atitude dos nomes ligados ao gênero.
Rock para diversão não deveria ser levado a sério. Mas é levado a sério
Mal sabem eles que roqueirinhos como estes, fazem musica só para se divertir e ganhar dinheiro e que a evolução cultural poderia ocorrer muito bem sem a presença desses roquinhos fajutos feitos por verdadeiros canastrões metidos a geniais.
As pessoas perderam a noção de qualidade musical, já que a mídia despeja uma avalanche de ruindade que piora a cada dia. E com cada ruindade que aparece, o ruim do passado passa a ser visto como "de qualidade". E somente isso explica porque todo mundo vê a salvação da música em ídolos medíocres que, só por não serem tão ruins como as novidades dos últimos dias, são excessivamente superestimados, alçados a condição de "grandes mestres da cultura".

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