Mesmo que existam direitistas dispostos a fugir de Bolsonaro, em todas as classes que apoiaram o golpe, sejam celebridades, juízes, militares, religiosos, entre outros defensores dos interesses dos mais ricos, sempre há quem apoie o "Coiso".
Muitos dos que apoiaram o golpe, desejosos de um Brasil que favoreça apenas as elites e parte da classe média que as apoia, deixando pobres e excluídos em miséria crônica, na falta de um "centrista" que os represente, resolveram assumir seu lado malvado e declarar o seu voto no truculento ex-militar.
Essas personalidades nem estão aí com o que vai acontecer com o povo ou com o país, embora vivam se justificando "pró-povo" e "pró-Brasil". Estas personalidades estão com o seu ganho mensal garantido e caso o país se exploda (o que tem grandes condições de acontecer sob o comando de Bolsonaro), eles pegam o primeiro avião para os EUA ou para a Europa, pois têm condições para isso. E o povo, como eles dizem: é só um detalhe. Só serve para servi-los e idolatrá-los.
A iniciativa serviu para provar que Bolsonaro é o candidato secreto de Michel Temer. O programa do ex-militar é exatamente o mesmo de Temer (mas de forma mais acelerada) e o partido que o acolheu, o PSL, foi o que mais votou a favor das decisões de Temer. Ou seja, Bolsonaro é a manutenção do golpe de 2016. Bolsonaro é Aécio, Temer e Cunha em uma só pessoa. Com a benção de uma horda de bem-vividos gananciosos.
Ou seja, é um banho de água fria em quem pensa que Bolsonaro é o "novo" e que vai mudar "tudo o que está aí". Sob a desculpa esfarrapada de "combater a corrupção", mata-se pobres e protege-se os privilégios dos mais ricos, desejosos em ter um Brasil somente para eles. Mesmo que tenham que destruí-lo antes.

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