Neste final de semana começará mais uma edição do Rock in Rio, que apesar do nome, sempre foi reduzido a uma verdadeira gororoba de ritmos a enganar os incautos musicais que pensam que este é um festival de rock.
Muitos artigos de jornais e revistas, reportagens e especiais de TV e campanhas publicitárias tentam bajular o rock para tentar se associar ao gênero que só faz parte do festival no nome. Se esquecem que o rock, o gênero, está em baixa, com franca e rápida queda de popularidade.
Me parece que só se lembraram do gênero agora, tentando se aproveitar do festival, como um modismo de temporada a durar apenas poucas semanas. Mesmo assim, o verdadeiro rock é minoria na escalação do festival. E por um bom motivo.
Com o rock em baixa, claro que os organizadores perceberam que se limitassem ao gênero que dá o nome ao festival, ia atrair apenas uns três gatos pingados. A grande massa humanitária não quer saber de rock. Quer dança, músicas cada vez menos cerebrais e se houver "rebeldia" só a estereotipada, aquela que não muda nada. Até porque os brasileiros de hoje, por mais que neguem, estão bem alegres com o país do jeito que está.
Com o fim do festival, ninguém mais falará sobre rock. Voltarão todos ou para as breguices superestimadas que monopolizam a mídia brasileira ou para os rebolativos intérpretes estrangeiros que vivem rodeados de 100 dançarinos e nenhum músico. Para o mal de quem espera uma música que lhes toque a alma, e não os quadris.

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