Tidas como "imaturas" e "burras", as crianças, na verdade, tem muito a nos ensinar. Uma de suas brilhantes lições é a espontaneidade de suas atitudes, algo quase nunca presente nas vidas dos "sábios" adultos, acostumados a seguir padrões de comportamento e ideias para poderem sobreviver em uma sociedade excessivamente exigente.
As crianças, por não terem a quem dar satisfações, são bem espontâneas em seus gostos e ideias. Fazem as coisas por que gostam, não para agradar aos outros. Não se importam com as opiniões alheias. São muito mais afetuosas e menos desconfiadas, fazendo amizades sem fazer exigência interesseiras ou injustas. Ao brincar, fazem aquilo que realmente gostam, sem usar o lazer como forma de socialização obrigatória, na ânsia de conseguir os benefícios que o farão sobreviver e satisfazer os instintos.
Crianças não tem a ambição de quererem ser melhor que as outras. Agem de acordo com o que está em seu alcance e sempre procuram se equalizar aos outros, sem se comparar.
Falo claro, de crianças na sua essência. Crianças que foram distorcidas pelos adultos a aceitarem os valores equivocados da vida adulta, certamente terão problemas em seu desenvolvimento intelectual. Salvo raríssimas exceções, quando a capacidade de discernimento é avançada.
Mas o recado vai mesmo para os adultos: porque largar a espontaneidade das crianças? Porque padronizar gostos, costumes, ideias e valores só para agradar aos outros? Porque não lutar por uma vida mais tranquila (e isso inclui a redução da carga horária de trabalho) e através do autoconhecimento, recuperar as qualidades que tínhamos na infância. Porque amadurecer, é eliminar defeitos e não eliminar qualidades.
Pensemos em nossas próprias infâncias e observemos as crianças (as bem pequenas - a partir dos 7 anos, há o prenúncio dos valores da adolescência) e reflitamos se a vida adulta está sendo realmente correta. Se não temos na verdade algo a consertar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.