Depois de uma grave decepção com uma seita religiosa e após usar bastante a lógica e o bom senso, decidi que o melhor para mim foi me tornar ateu. Não preciso acreditar que um homenzinho que vive escondido governa o imenso e infinito universo. E crer nesse homenzinho não vai me fazer uma pessoa melhor do que já sou.
Mas apesar de ateu, não deixei de gostar do Natal. Acreditem, eu gosto do Natal. Mas para mim não é uma festa religiosa e muito menos a celebração do nascimento de alguém (a não ser da minha avó materna, que nasceu em 25/12; um beijo, vó, onde quer que esteja!), já que o Jesus histórico dá indícios de que nasceu no começo de abril.
O Natal para mim é uma época de reflexão e de confraternização. Uma forma de pensarmos no que fizemos durante o ano e o que faremos no próximo ano. É uma comemoração da esperança em mudanças, já que a virada do ano sempre representa o surgimento de novas oportunidades de sucesso.
É uma confraternização, quando saudamos as pessoas queridas e fazemos novas amizades por meio das saudações e presentes que damos aos outros. É também uma boa hora de praticarmos o altruísmo, dando presentes aos outros, principalmente aos mais necessitados. Torço para que os necessitados não passem o resto da vida dependendo de períodos natalinos para atingir o mínimo de dignidade, pois o ideal que a sua carência pudesse ser eliminada de uma vez por todas.
O Natal é uma festa bonita, onde ruas, lojas, casas e cômodos estão mais enfeitados. É uma festa cultural, onde contamos estórias e curtimos músicas e paisagens que não costumamos curtir no resto do ano. Tá, não curto músicas de Natal, mas elas representam uma quebra de rotina para quem gosta, o que torna para essas pessoas um motivo a mais para curtir o Natal.
Sempre passo o Natal com meus pais. Estamos vivendo em uma época de harmonia afetiva, embora estejamos em uma crise financeira pessoal (se não bastasse a - suposta - crise do país, que para mim é invenção da direita para voltar ao poder). Mas com certeza sera um belo Natal com amor e uma bela mesa de jantar, simples, mas saborosa.
Desejo um Feliz Natal a todos, creiam ou não nos dogmas natalinos e/ou religiosos. O que importa é aproveitarmos o período para sermos pessoas mais tolerantes (2015 foi o ano da intolerância, infelizmente) e altruístas, lembrando sempre da urgência de oferecer bem estar para o maior numero de pessoas. O ano de 2016 só vai ser um bom ano se tomarmos iniciativas para que seja.
Ah, e moderem na festa! Juizo, hein?

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