ENCORPANDO A VITAMINA: Este texto, escrito por mim no já longínquo 2003, revela o que deveria estar no atestado de óbito do CD brasileiro, já morto: o preço caro dos CDs que desestimulou a sua compra e favoreceu a onda de downloads pela internet, fazendo muita coisa boa sair de graça em formato virtual.
A industria, controlada por gente gananciosa que não se conforma em ser muito rica, querendo mais e mais, tratou de cismar que 40 reais por um disquinho de 16 musiquinhas seria um preço justo. Com a diminuição dos salários, obra de outros magnatas gananciosos, a venda de CDs caiu drasticamente, desestimulando sua venda e sua fabricação.
Lojas de discos fecharam e seções de CDs em lojas de departamento nem existem mais. CDs viraram algo típico de sebos e mercados de pulgas, onde as pessoas frequentam atrás de raridades e antiguidades. O fim dos CDs foi tão definitivo que os computadores nem mais vem com as gavetas de discos ópticos, já que não são mais fabricados CDs para colocar lá. Um retrocesso, já que a mídia óptica é de excelente qualidade e muito melhor para armazenar que a mídia magnética.
Eu era um colecionador de CDs. Mas há uns 7 anos já sentia que os CDs estavam caminhando para o fim. Pensei em me livrar de minha coleção de CDs mas hesitei por um bom tempo até que em 2018 tomei coragem e vendi tudo. Com o fim das lojas de CDs senti que seria um hobby caro e difícil de se manter. leiam o texto abaixo, escrito por mim antes mesmo de aparecer os primeiro sinais de sua decadência e antes mesmo de eu conhecer o mp3, o formato que matou o CD.
Preço dos cds sobe mas qualidade musical desce
Marcelo Pereira, Planeta Laranja (Yahoo/Geocities), 05/12/2003
Outra discrepância de nossa desigualdade social aparece nos preços dos CD's. Um CD de um intérprete consagrado já pode ser encontrado por R$ 44,00 (quarenta e quatro reais) em muitas lojas. As indústrias fonográficas argumentam que é o preço mais barato cobrado por um CD pelo mundo todo. Só que se esqueceram de comparar o preço dos CD's ao padrão de vida e o salário da população de um país.
A industria, controlada por gente gananciosa que não se conforma em ser muito rica, querendo mais e mais, tratou de cismar que 40 reais por um disquinho de 16 musiquinhas seria um preço justo. Com a diminuição dos salários, obra de outros magnatas gananciosos, a venda de CDs caiu drasticamente, desestimulando sua venda e sua fabricação.
Lojas de discos fecharam e seções de CDs em lojas de departamento nem existem mais. CDs viraram algo típico de sebos e mercados de pulgas, onde as pessoas frequentam atrás de raridades e antiguidades. O fim dos CDs foi tão definitivo que os computadores nem mais vem com as gavetas de discos ópticos, já que não são mais fabricados CDs para colocar lá. Um retrocesso, já que a mídia óptica é de excelente qualidade e muito melhor para armazenar que a mídia magnética.
Eu era um colecionador de CDs. Mas há uns 7 anos já sentia que os CDs estavam caminhando para o fim. Pensei em me livrar de minha coleção de CDs mas hesitei por um bom tempo até que em 2018 tomei coragem e vendi tudo. Com o fim das lojas de CDs senti que seria um hobby caro e difícil de se manter. leiam o texto abaixo, escrito por mim antes mesmo de aparecer os primeiro sinais de sua decadência e antes mesmo de eu conhecer o mp3, o formato que matou o CD.
Preço dos cds sobe mas qualidade musical desceMarcelo Pereira, Planeta Laranja (Yahoo/Geocities), 05/12/2003
Outra discrepância de nossa desigualdade social aparece nos preços dos CD's. Um CD de um intérprete consagrado já pode ser encontrado por R$ 44,00 (quarenta e quatro reais) em muitas lojas. As indústrias fonográficas argumentam que é o preço mais barato cobrado por um CD pelo mundo todo. Só que se esqueceram de comparar o preço dos CD's ao padrão de vida e o salário da população de um país.
Para certos países desenvolvidos em que o salário mínimo é equivalente a, acredite, cerca de R$1.200,00 (mil e duzentos reais), o preço de um CD é de US$ 9,00 (nove dólares) o que representa atualmente R$ 31,00 (trinta e um reais). Pense bem: para quem ganha R$1.200,00, o preço de R$ 31,00 pesa bem menos que R$ 44,00 para quem só ganha R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais). Isso as gravadoras não observaram, além de dizer que CD: preço alto, qualidade musical baixa US$ 9,00 é maior que US$ 13,00 do preço do CD brasileiro.
E não é só. Além de estar encarecendo muito, a música brasileira e internacional estão caindo de qualidade graças ao mercenarismo dos artistas atuais, que preferem seguir as regras impostas pelas paradas de sucesso do que simplesmente por em prática uma inspiração artística.
A obsessão por dinheiro é tanta que está se intensificando a campanha contra a pirataria. Sou contra a pirataria, mas acho que essa insistência a combatê-la parte do princípio de que artista só faz música para ganhar dinheiro e de que esse mercenarismo é justo. Ora, não sabem fazer outra coisa? Porque não ganham dinheiro vendendo gado, hein seus breganejos?
Porque não abrem um puteiro, suas bostas de pagodeiros baianos? E os roqueirinhos engraçadinhos tipo Charlie Bronha e CPMF 22, porque não abrem uma franquia da MacDonald's? O que não vale é o consumidor de CD's pagar muito por pouca coisa. Alguém precisa mostrar outro caminho para esses artistas mercenários e suas gravadoras gananciosas.
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