Os diretores brasileiros, em sua maioria vindo do mercado publicitário - portanto não são cineastas por vocação e sim por auto-promoção e desejo de enriquecimento - sempre tiveram a mania de fazer filmes sobre pobres e pobreza. Complementando o que já acontece com a música, a ordem é glamourizar a pobreza para que o povo pobre pense que está bem e se acomode em sua situação, evitando assim que os ricos - como estes diretores - distribuam renda e reduzam seu altíssimo padrão de vida.
Mas até agora ninguém perguntou: porque estes diretores privilegiados, metidos a ativistas sociais, garanhões que pegam as atrizes mais desejadas, não fazem filmes que falem sobre eles mesmo, sem hipocrisia, e com direito a todos os podres (ninguém é perfeito, eles menos ainda) que eles cuidadosamente escondem? Ia ser legal ver a plateia pobre rir da cara dos diretores que puxam o saco das classes oprimidas.
Um filme que mostrasse seus apartamentos caros, suas viagens de férias ao exterior (Brasil tem muito mais atrações para se ver, coisas que não existem em lugar nenhum: mas não dá status - legal mesmo é ir para fora para ver as mesmas coisas que tem aqui) e principalmente: suas trepadas com atrizes lindíssimas. Já que não temos censura, ia dar excelentes porno-chanchadas, melhores que as produzidas nos anos 70. Até porque de sexo eles entendem como ninguém.
Além disso, a vida de ricos é muito mais interessante em tramas. Poderíamos mostrar todas as falcatruas e encrencas em que eles se metem todo o tempo, já que a lógica diz que ninguém enriquece rápido, senão por heranças, sem fazer algum trambique. Mas isso iria desmascarar a burguesia, tida como sábia e generosa por muitos. Se bem que o coronga está fazendo o trabalho sujo de mostrar a verdadeira cara feia da burguesia, rica em renda e patrimônio, mas pobre em caráter e sabedoria.
Além disso, a vida de ricos é muito mais interessante em tramas. Poderíamos mostrar todas as falcatruas e encrencas em que eles se metem todo o tempo, já que a lógica diz que ninguém enriquece rápido, senão por heranças, sem fazer algum trambique. Mas isso iria desmascarar a burguesia, tida como sábia e generosa por muitos. Se bem que o coronga está fazendo o trabalho sujo de mostrar a verdadeira cara feia da burguesia, rica em renda e patrimônio, mas pobre em caráter e sabedoria.
E então "grandes diretores" brasileiros: que tal fazer filmes sobre vocês mesmos e sua classe média-alta muito bem alimentada, ao invés de fazer filme sobre coisas que vocês não entendem? Não sabem que seus filmes sobre pobres são ruins de tão caricatos justamente porque vocês nunca passaram pelos problemas que só os pobres conhecem?
Ora, chega de filme sobre pobre! Vão fazer filme sobre vocês! Vão fazer filmes sobre ricaços! Será muito mais espontâneo, natural e nada pedante!!! E muito mais divertido!

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