Toda vez que acontece algum tipo de atentado cometido por indivíduos (os cometidos por grupos não enfatizam isso) a sociedade, com a ajuda da mídia, sempre enfatiza o fato de que terroristas ou homicidas são pessoas solitárias, tímidas, com poucos amigos e gostos estranhos. Mesmo que isso não seja verdadeiro.
Há um estereótipo de que pessoas solitárias e introvertidas sejam cruéis. A sociedade acredita que pessoas com dificuldade de sociabilização podem se rebelar contra a sociedade que os excluiu ou com os problemas que possui em seu cotidiano graças a dificuldade de se relacionar com os outros.
Isso não é verdade, pois além de existirem criminosos simpáticos, extrovertidos e cheios de amigos, há pessoas solitárias de boa índole e mente equilibrada que por algum motivo (em geral gostos e convicções) tem dificuldade de sociabilizar, mas sem querer fazer mal a uma formiguinha.
Eu mesmo sou uma pessoa meio fechada. Tenho gostos e convicções diferentes da maioria e como vivemos em tempos de ódio (sobretudo por causa da onda direitista em que vivemos - ideais de direita costumam ser anti-humanos, preferindo preservar patrimônios, valores e instituições), me tornei uma pessoa desconfiada. Mais fácil os outros me prejudicarem do que eu prejudicar os outros.
Por outro lado há criminosos socialmente estabilizados. O desejo de cometer crimes não tem a ver com o objetivo de destruir a sociedade e sim para a satisfação de interesses particulares. A intenção de muitos criminosos é eliminar quem atrapalha seus interesses e normalmente não costumam prejudicar os que não atrapalham, principalmente os de seu círculo social.
Tenhamos cuidado em não criar estereótipos. Observemos as circunstâncias e usemos o bom senso para que não punamos inocentes e libertemos culpados. Estereótipos são marcas que não raramente correspondem a falsos conceitos. Estejamos atentos a eles!

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