Além de perdermos um importante espaço cultural, pois as lojas de discos, seja de CDs, seja de vinil, cassete ou quaisquer formatos físicos, eram pontos de encontro de apreciadores de boa música onde poderiam manter ou fazer amizades através de audições e debates sobre os discos expostos nestes espaços.
Mas hoje, com o lançamento limitado a plataformas de streaming - venda através de meios virtuais - não só eliminou o prazer de se comprar discos e ter uma vida social baseada no gosto musical, como também perdeu-se importante meio de divulgação dos álbuns, que hoje são lançados sem repercussão.
Antes, as lojas eram meio de divulgação dos álbuns, através das seções de "lançamentos". Lembro de uma loja em uma galeria de Niterói, na esquina da Rua Lopes Trovão com a Rua Gavião Peixoto, que estampava em sua vitrine os mais recentes lançamentos. Hoje a loja virou uma ótica, após durante este tempo ter dado lugar a lojas de diversos ramos.
Lembro do prazer de visitar grandes lojas de discos. A Stop, em Icaraí, na mesma Niterói (na Rua Pereira da Silva) e seus vinis fabulosos de rock. Lembro também de uma que me esqueci o nome, no retiro em Salvador, que ficava num enorme balcão com inúmeras estantes de Cds e mais Cds. Um paraíso para quem colecionava Cds como eu.
Esse prazer acabou e a divulgação de álbuns também. Voltamos aos tempos dos anos 40, onde só se falavam em compactos (hoje com o barbarismo "single" colocado no lugar da palavra em português). Mesmo que álbuns ainda sejam produzidos, não é mais a mesma coisa. Um prazer que passa longe dos olhos e ouvidos da maioria, com muitas obras primas carentes de qualquer repercussão.
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