Para encerrar de uma vez por todas esse assunto chato, vou resumir aqui duas visões sobre o astro falecido neste ano e que faria 51 anos daqui a 9 dias. Uma é do mito, exaustivamente divulgada pela mídia e defendida pelo seus fãs com teimosia. Outra é do fato, o que ele realmente representou e o que ele fez para merecer seureconhecimento no show-business.Claro que o mito corresponde à verdade, já que foi construído pela mídia mercenária, que achou necessário escolher alguém para o papel de "messias musical" da humanidade. Esse mito serviu para temperar mais ainda a histérica catarse de seus fãs, leigos em música e que vivem confundindo diversão com arte.
MITO: Um artista completo que revolucionou a música, que se envolveu com inúmeros gêneros musicais, sobretudo o rock (sic) e que mostrava preocupação social em suas letras e influênciou gerações com sua música. Era um rebelde e isso influenciava sua música.
FATO: Um talentoso hit-maker, oriundo da soul-music da Motown, que revolucionou, sim, a linguagem visual dos clips (por meio de diretores competentes) e lançou coreografias, fez mega shows recheados de dançarinos (prioridade em toda a sua carreira), representou como ninguém o auge da música comercial norte-americana, vendeu discos como ninguém, dominou paradas de sucessos. Sua música funk era mediana, mas ainda de bom gosto e suas letras simples e banais, falando em sua maioria de amor e de relações humanas, sob ponto de vista conservador, sem tocar em assuntos relevantes.
Curioso que, na descrição mítica, não aparece a parte visual (clips, coreografias), verdadeiro mérito do falecido ídolo.
Resolvi escrever isso porque ainda não consegui engolir aquelas asneiras histéricas ditas no Orkut sobre o ídolo, dignas de gente que não conhece gêneros e a história da música, e tem o hábito de ouvir as músicas preferidas com os olhos e não com os ouvidos e com a "cara bem cheia".
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