Quem não tem consistência, não dura muito, dizem os sábios. Por isso, todos os ramos do popularesco têm que apelar alguma coisa para se manterem na mídia e consequentemente no gosto popular para continuar lucrando eternamente. Uns apelam de uma forma, outros apelam de outra. Mas o "funk" carioca resolveu apelar de forma extrema.Sendo um dos ramos do popularesco que mais possui características explicitamente ridículas, além do pagode baiano, o "funk" carioca, desesperado, já que não dá para esconder sua ridicularidade, resolveu usar intelectuais e autoridades para se proteger do ostracismo.
Além de angariar simpatia de vários intelectuais, com discursos do tipo "voz da periferia", e inventando qualidades inexistentes e colocando um pano provisoriamente em cima das características ridicularizantes, os representantes do patético gênero resolveram apelar para uma lei que oficialize esse embuste como "movimento cultural", algo que eles não conseguem fazer de maneira natural, já que as características do gênero não permitem.
Mas o que querem as autoridades e intelectuais com isso? Já fiz várias perguntas para tentar entender a grande admiração por um "ritmo" de traços tão toscos e patéticos. Será que essas autoridades e intelectuais são cegos?
Com certeza quem estiver apoiando essa ridícula lei, vai ficar com a reputação manchada, pois não dá para negar a extrema ridicularidade que está presente em todo o universo do "funk" carioca. É um modismo passageiro, que desaparecerá com o amadurecimento da sociedade e a melhoria na qualidade da educação do povo pobre.Muitos intelectuais quiseram apoiar a fraude do É o Tchan e olha o que aconteceu. Ninguém mais fala no assunto.
Os grandes gêneros musicais, como jazz, blues, rock, Bossa Nova, nunca precisaram de lei para se confirmarem como culturas, pois a beleza e inteligência presentes nas obras desses gêneros se apoiam em si mesmas, pois possuem consistência e coerência.
Já o frouxo "funk" carioca, mal tocado, mal arranjado, como coreografias patéticas, feito por gente sub-alfabetizada que mal assiste TV aberta, detesta bibliotecas e demonstra total ausência de conhecimento musical, a começar pelo rótulo errado, roubado de outro gênero musical, quer ser considerado cultura de maneira artificial, como se achassem que fruta de cera também é alimento. Querem artificialmente conseguir um título que não conseguem obter naturalmente. Literalmente, os funqueiros estão forçando a barra, ao invés de ficarem quietinhos no seu canto.
Não é um título pomposo que vai dar consistência ao inconsistente "funk". Ele é um modismo e vai desaparecer certamente, pois não haverá espaço para ele em uma sociedade evoluída.
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