Gostaria de poder entender o verdadeiro e oculto motivo que faz com que tantos homens "sabidos" como Marcelo Freixo, Hermano Vianna, Rodrigo Faour, José Flávio Júnior, Paulo Becker, Fora do Eixo, Chico Alencar e um montão de gente "gabaritada", defendam com ardor e elogios exagerados um tipo de música que é claramente ridículo, malfeito, produzido por gente com Q.I. de esponja, sem informação musical, com coreografias patéticas feitas por mulheres vulgares e grosseiras e ainda por cima com o rótulo roubado de um tipo de música totalmente diferente e muito melhor. Será que eles são ignorantes a ponto de desconhecerem os defeitos do "funk" carioca?Um tipo de música que além disso, faz apologias a valores morais e de segurança bastante duvidosos, o que pode sugerir (não estou afirmando) que tais "intelectuais" na verdade estejam a serviço de "forças do mal". Vou fazer várias perguntas aos "senhores intelectuais". Quero ver se eles me respondem com argumentos convincentes.
- Vocês são pagos para defender um tipo de música tão patético?
- O pobre não tem direito de consumir uma cultura melhor?
- Vocês compactuam com forças que pretendem alienar o povo pobre?
- Existe "cultura de rico" e "cultura de pobre", do mesmo modo que já acontece com educação e saúde (o melhor para o rico)?
- O povo pobre é obrigado a ser ridículo? Cadê a dignidade desse povo?
- Os senhores possuem o senso do ridículo?
- Se as coreografias do "funk" não são ridículas, elas são o quê?
- Dá para fazer cultura sem cultura? E a má qualidade da educação aonde entra nessa?
- Dar microfone para o pobre "se expressar" substitui casa, comida e acesso a uma digna qualidade de vida?
- O que vai acontecer com a decadente "cultura" brasileira a partir de então? Avacalhar?
- O que fazer com tudo o que aprendemos sobre cultura até agora? Jogar no lixo?
- Seria o "funk" uma forma de voltarmos aos tempos do trogloditismo pré-histórico?
- Qual o interesse dos senhores em defender o "funk"? Agradar "forças ocultas"?
- Vocês gostam de pobre? E o que significa a felicidade do pobre para vocês: viver sorrindo num barraco caindo, sem comida, sem dinheiro e sem qualidade de vida?
- Vocês abririam mão de seus salários, pedindo demissão de seus prestigiados empregos, para viver como pobres numa favela, passando o tempo todo empinando o traseiro num baile "funk"?
São essas as minhas perguntas. Podem até soar desafiadoras para esses intelectuais de meia-tigela, mas respondê-las corretamente ajudaria muito a tirar as máscaras desses puxa-sacos de pobre, que na verdade querem que as injustiças sociais continuem onde estão e que o povo pobre pense que está sendo valorizado para poder se conformar com a miserável e injusta vida que possui.
Em poucas palavras: querem tirar a dignidade do pobre. Definitivamente.
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