Nos últimos anos, tem aparecido uma forma - falsa - de feminismo onde as mulheres supostamente usam a condição de objeto para enganar os homens e obrigá-los a satisfazer seus interesses. É uma espécie de "feminismo" cruel em que além do ódio aos homens, há o "direito" de ser vulgar e promíscua, como prostitutas assumidas que usam o próprio corpo como razão de existência.
Ontem, eu soube que a ex-líder da banda de technopop oitentista Eurythmics, Annie Lennox, declarou que o suposto feminismo de uma cantora de dance music, a superestimada Beyoncé, é uma farsa e também excessivamente sexualizado. Quem não conhece o verdadeiro feminismo se revoltou contra a declaração da veterana cantora. Mas quem conhece o verdadeiro feminismo e detesta vulgaridade, como eu, concordou e aplaudiu. Ou Beyoncé não sabe o que é feminismo, ou decidiu chamar sua atitude com este nome para dar um ar de "causa nobre" a algo que na verdade não passa de publicidade meio sem vergonha.
O falso feminismo consagrado nas mentes ingênuas da sociedade
Enfiaram na cabeça dos tolos que esse "novo" feminismo é o que deve existir. Um feminismo meio confuso, onde as mulheres, agora satisfeitas com as conquistas do mercado de trabalho, decidem retomar a condição de "mulher-objeto" e usar isso para explorar ao máximo os homens. Como se o feminismo fosse uma "vingança" contra o machismo e tivesse que incluir a vulgaridade para isso.
E infelizmente, esse falso conceito de "feminismo" tem se tornado arraigado em nossa sociedade que vive cometendo o cacoete de acreditar que as coisas estão acontecendo como deveriam acontecer. Muita gente - muita mesmo - apoia essa atitude vulgar e burra embutida de maneira postiça no movimento. Triste saber que conceitos errados se consagram a cada dia.
Outra coisa. Noto que os homens estão cada vez mais explorados pelas mulheres. Casamentos por interesse aumentam (apesar do estigma negativo dado ao costume e o desuso social da expressão "golpe do baú), mulheres passam a agir de maneira cada vez mais masculinizada (é raro haver mulheres realmente meigas e a "cultura de rua" embutiu gestos bem masculinos que as mulheres passaram a utilizar). Neste "feminismo" tosco, as mulheres pretendem ser uma caricatura dos homens, se aproveitando que tomaram o lugar deles.
E o incrível é que justamente os homens não-machistas que levam a pior nesse "feminismo" de fachada. Os machistas continuam firmes, fortes e felizes, muitas vezes se casando com verdadeiras feministas, que em certos momentos largam a causa para se satisfazer economicamente e sexualmente com um machão estereotipado. E essas acabam moldando a sua personalidade em favor deles, se tornando tão babacas quanto os maridos machistas.
E as mulheres que já nascem babacas, ficam reservadas aos não-machistas que as não querem. Caso um aceite a namorá-las, isso não significa que elas deixarão de ser babacas. Parece que na era da mediocridade em que vivemos, ser babaca virou uma qualidade admirável, já que os babacas s~´ao mais divertidos, dando aquele estigma de "simpático" previsível.
Essas mulheres babacas são tidas como as "novas feministas", que acreditam que o "feminismo" que elas defendem deva ser vingativo e excessivamente vulgar. E não há limites para essa vulgaridade. Chato que a sexualidade, que é algo feito para ser particular e bastante pessoal, seja exposto de maneira cada vez mais coletiva, como se liberdade fosse sinônimo de transformar as ruas numa verdadeira orgia feita a céu aberto.
A liberdade como uma orgia coletiva feita ao ar livre
Não sou pudico, valorizo a sexualidade. Mas entendo que é algo para ser feito a dois, dentro de quatro paredes e debaixo de um teto. Uma orgia feita ao ar livre, como se pretende hoje em dia (as fotos de nu que as celebridades e pessoas comuns tiram com seus celulares é uma prova incontestável desse mórbido desejo pela orgia coletiva) soa como algo fora do contexto e desprovido do real prazer.
E Lennox está correta em criticar esse falso feminismo que coloca a vulgaridade como sinônimo de "auto-respeito". Beyoncé, Miley Cyrus, Pussycat Dolls e todas as cantoras-dançarinas que sexualizam demais, são uma tontas pervertidas que preferem fugir da acusação de desvio psicológico, chamando as suas taras particulares (que desejam que sejam consumidas coletivamente, com fãs, amigos e conjugues) de "feminismo".
O falso feminismo das cantoras ruins
Lembrando que este falso feminismo surge para compensar a péssima qualidade musical de suas cantoras que preferem usar a música como fundo de seu proselitismo visual, quando deveria ser o contrário. Shows musicais hoje se tornaram mistura de pornochanchadas com teatros de revista mal resolvidos que os tolos insistem em chamar de "shows de rock" (sem tocar a música rock, de fato). É muita informação embolada e gravemente distorcida.
Elas não sabem de nada num mundo onde se lê pouco, se raciocina menos ainda e se acredita demais (sobretudo em pessoas e instituições com prestígio consagrado), fazendo com que informações se embolem, gerando os conceitos errados que contribuem para que todos os problemas permaneçam como estão.
Se elas tem o direito de fazer o que quiser com seus corpos e suas vidas que façam. De preferência entre quatro paredes. Só não tem o direito de serem vulgares e promiscuas. Elas poderão pagar um preço bem caro por expor seus corpos de maneira exagerada e irresponsável.

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