O Domingão do Faustão é um dos programas mais populares da TV brasileira. Iniciado há mais de 25 anos, ele tem sido a principal opção de lazer ara os brasileiros no domingo. Ou seja, o que aparece lá ganha repercussão.
Fausto Silva, o apresentador do programa, muito conhecido nos anos 80 por ter apresentado o excelente programa Perdidos na Noite, marcado pela criatividade e bom humor, foi contratado pela Globo para competir em audiência com o seminal Programa Sílvio Santos. Com o tempo, Faustão foi perdendo a ousadia e se tornou uma celebridade como outra qualquer.
Mas nestas últimas semanas, ele tem surpreendido com algumas declarações interessantes. Uma delas, bastante sensata, questionava a apologia da pobreza que é feita pela Rede Globo e estranhamente por alguns partidos de esquerda (algozes das Organizações Globo). Faustão disse:
"Para quem não sabe, Paraisópolis é uma favela famosa aqui de São Paulo. A verdade é o seguinte: no Brasil fica essa palhaçada, ao invés de melhorar, transformar as favelas em bairro e dar luz, água, segurança, educação, tem essa mania de chamar as favelas de comunidades. Isso é uma besteira. Pensam: 'vamos mudar o nome'. Não, né! Muda a realidade de quem está lá e não botando nome diferente".
Claro que os entusiastas da glamourização da pobreza, que tratam o "funk" como "cerebral" e acham que consumismo é qualidade de vida, detestaram a declaração, até levando em conta que o apresentador hoje é um magnata. Acusaram o apresentador de preconceituoso (mantra?: aummmmmm...).
Mas Fausto estava certo em sua declaração. Favelas são lugares que deveriam ser provisórios. São construções feitas por quem não tem condições de pagar os caríssimos alugues imobiliários, cujos valores mais baratos não são menos do que R$ 500,00. Favelas não possuem qualidade de vida e só quem vive nela sabe do sufoco cotidiano de morar em lugares tão precários e problemáticos. Afinal quem gosta de favela é "intelectual". De merda, claro.
Palmas para o Faustão por se recusar a fazer parte dessa moda de bajular os pobres impondo a eles a falsa ideia de que a favela é chic, numa forma simpática de aprisionar os pobres dentro de suas "comunidades".

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