A banda Scalene tem como grande virtude fazer boas fotos imitando o Weezer com um quê de Queens of The Stone Age.
Brincam de fazer rock alternativo e de ter atitude independente, dão declarações "muito bacanas" sobre suas carreiras e se acham "muito, muito autênticos".
A "galera" que ouve muito "sertanejo" até tenta definir o Scalene como a vanguarda da vanguarda da vanguarda do underground mundial e muitos acreditam até que o toca-CD tocar as primeiras músicas.
Aí percebe-se que o Scalene não passa de mais uma banda fazendo aquele som do "rock brasileiro" dos anos 90, profissionalizado até a medula, mas sem um pingo de criatividade. É aquele mesmo pop-rock radiofônico em que o vocalista tem aquela mesma voz de garotão de escola de ensino médio.
Além disso, como levar a sério uma atitude indie e alternativa, se o grupo optou por participar de um reality show musical, uma reles competição. Nada MENOS alternativo. E, além disso, o Scalene arrumou um contrato com a Som Livre, a gravadora das Organizações Globo, que relançará seus álbuns "independentes" como aquecimento para a brincadeira de ser indie.
Para um país que mal acabou de chorar a morte do "sertanejo" Cristiano Araújo (há quem achasse "poesia inigualável" o refrão de "Bara Berê"), o Scalene parece "rock alternativo sério". Mas é tudo pose. Mas pelo menos seus integrantes sabem muito bem posar para fotos "iradas".

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