Talvez os cariocas estivessem esperando um paulista como Luciano Huck, para não dizer o craque Neymar, para se mobilizarem para alguma coisa.
Eles esperam que pessoas com um máximo de visibilidade possam lhes dizer o que se deve fazer ou o que contestar. Como os paulistas da revista Veja, que, pelo jeito, só não decai de vez por causa dos leitores cariocas.
Pois devem esperar que paulistas lhe digam que, entre outras coisas, a pintura padronizada nos ônibus é uma medida nociva e antipopular, e que o grupo político que decidiu essa barbaridade tem como um dos membros o ultra-autoritário presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que, entre outras coisas, quer que o trabalhador brasileiro ganhe menos e não tenha garantias sociais.
Claro que São Paulo está uma roça, como todo o Sul e Sudeste tomados da violenta e contagiosa epidemia do narcisismo provincianista. Mas, pelo menos em Sampa, há gente com coragem de se mexer contra alguma arbitrariedade.

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