Para a população, parece que os problemas deverão ficar como estão. O legal para ela é o consumismo, o espetáculo e as medidas paliativas. E aparência, muita aparência.Observando o comportamento inerte das pessoas pelo jeito, os problemas fazem parte da vida cotidiana. O descaso de autoridades, a falta de amor, os preços caros, engarrafamentos, estresse, etc., nada é combatido. As soluções propostas não conseguem resolver os problemas, mas servem para "mostrar serviço" e maquiar a situação, que parece resolvida para quem não tem o senso crítico suficiente para entender a diferença entre maquiagem e solução.
Com o relativamente recente anúncio da situação que colocou o país em 6° lugar na economia mundial, somado aos grandes eventos que vem por aí e a frequente visita de celebridades estrangeiras de uns anos para cá, passam a errada ideia para o povo brasileiro de que somos um país próspero, feliz e pronto. Que nada mais é necessário a fazer e que só precisamos comemorar.
Mas não é assim. A religião, o futebol e o consumismo iludiram a população com uma ideia de falsa prosperidade, se baseando em crenças fictícias que servem para colocar no brasileiro uma falsa alegria que parece compensar a verdadeira alegria que nunca chega, por causa da perpetuação de problemas e injustiças.
O Brasil ainda tem muito de terceiro mundo. Não sofremos como anos atrás, mas ainda estamos muito longe da tão sonhada prosperidade. A má qualidade da educação (que promete piorar no governo Temer) e uma cultura postiça e mercenária têm contribuído - e muito - para que a população se mantenha ao mesmo tempo crédula e inerte.
Que a população possa amadurecer e não se deixar iludir com o primeiro cavalo de Troia que aparecer em sua frente. Dentro desse cavalo pode haver surpresas que poderão desagradar e até dar prejuízos a muita gente.
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