A campanha de Bolsonaro tenta vender o candidato neofascista como se fosse uma novidade, uma mudança. Como se o Brasil pudesse se renovar com o ex-capitão no poder. Propaganda enganosa.
Quem usa mais o cérebro percebeu que não somente o programa e a postura de Bolsonaro são os mesmos do golpe que ele próprio apoiou como é fato de que todos os apoiadores do Golpe de 2016 se bandearam para as asas do ex-militar, para proteger interesses particulares.
Os pobres e a classe média que pretendem votar em Bolsonaro deveriam repensar sua decisão. Não é coincidência o fato de que programa e apoiadores do "Coiso" sejam os mesmos de Michel Temer.
O próprio Paulo Guedes, responsável pelo programa de Bolsonaro, assumiu que seguirá Temer. Ou seja, Bolsonaro é a continuação de tudo que está aí, Um Brasil falido, sem soberania e com povo semi-escravizado ou desempregado. E totalmente corrupto.
Várias celebridades que apoiaram o "impeachment" e declararam voto em Aécio Neves, estão do lado co "Coiso". Eles odeiam o PT porque sabem que o partido dos trabalhadores representa uma ameaça aos privilégios dos mais ricos, ao tentar melhorar a distribuição de renda nas gestões administradas pelo partido.
Mesmo sabendo que Bolsonaro é uma incógnita que pode fazer os burgueses perderem, agrande parte das elites preferem Bolsonaro porque se ele desafinar, simplesmente estas elites arrumam as malas e se mandam para os EUA ou para países da Europa, pois tem condições financeiras para isso.
Aliás, que vota em Bolsonaro acredita que não vai se dar mal no governo dele. Acredita, pois a instabilidade pessoal do ex-capitão, que muda de opinião com a direção do vento, é capaz de fazer apoiadores irem para a cadeira elétrica, dependendo das circunstâncias.
Personalidades como Latino, Márcio Garcia, Regina Duarte (foto), Zezé di Camargo, Latino, Alexandre Frota (que virou político), Roger Rocha, Luciano Huck, Roberto Justus, entre outros, apoiaram o Golpe e não foram prejudicados pelas medidas de Temer, o que os faz apoiar a continuação do Golpe fantasiada de "mudança", proposta pelo candidato neofascista.Mas claro que estes mesmos prefeririam um cara "equilibrado" como Geraldo Alckmin, com condições mais sólidas de favorecer a plutocracia. Mas no desespero de salvar a ganância, sobretudo após a crise de 2008 (interessante, o Nazismo também veio de uma grave crise mundial, a de 1929), os ricos e a parte da classe média que a apoia se bandearam para Bolsonaro, que prometeu reduzir os impostos dos ricos.
Alckmin foi muito mal nas pesquisas e obteve votos em reduzida quantidade. Ficou estigmatizado como co-autor do Golpe. Bolsonaro apoiou o Golpe e pretende dar continuidade a ele, mas como político desconhecido em 2016, não ficou estigmatizado e a memória curta do brasileiro o fez surgir como novidade, mesmo que em toda a sua ignorada trajetória política, o ex-capitão tenha se comportado como os piores políticos que o Brasil já teve.
Para quem não é rico nem famoso, peço para que analise bem seu voto em Bolsonaro. É mais do que comprovado que ele não representa mudanças (quem representa mesmo é Haddad, que promete medidas inéditas para acelerar o progresso do Brasil).
Bolsonaro é a continuação do Golpe e não somente seu programa de governo, escrito por um ultraliberal que trabalhou com o sádico Augusto Pinochet, no Chile, como os seus apoiadores, principalmente os mais famosos, são os mesmos de Michel Temer, que causou um desastre imenso para o Brasil. Desastre que certamente aumentará na gestão do ex-capitão.
Se quer mudanças, esqueça Bolsonaro. Bolsonaro é Temer, e tudo continuará como está, na melhor das hipóteses.

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