Brasileiro nunca copia o que é bom dos outros países. Só importa o que é fútil, inútil e, em alguns casos, nocivo. De algumas boas ideias só copia o rótulo. O que é realmente bom fica como exclusividade dos países que as lançam e de nações de mentalidade mais evoluída.
E aqui no Brasil, apareceu esse troço de Black Friday, ocorrido na última sexta. No original é uma boa ideia, onde vários produtos são colocados a preços bem reduzidos para estimular a renovação de estoque nas lojas. Não melhora a qualidade de vida, é verdade, não passando de mero consumismo. Mas pelo menos serve como oportunidade para equipar melhor nossas casas com algo que nos satisfaça.
Só que a Black Friday brasileira passou bem longe de ser uma verdadeira liquidação-monstro, como a que é feita tradicionalmente em países como os EUA. Promoções foram poucas, geralmente em produtos menos procurados (a velha regra de empurrar o que nunca é vendido). Além disso, muita enganação foi feita, se aproveitando da ingenuidade do comprador que ansiosamente aguarda uma promoção com esta intensidade.
Houve acusações de manipulação de preços para que o comprador pagasse o preço normal pensando ser o preço promocional. E o pior: houve promoções que poderiam pegar de surpresa quem desconhecesse as regras básicas da Matemática, como na foto que ilustra esta postagem e frequentemente difundida pelas redes sociais na sexta passada.
Eu mesmo fui a várias lojas e não consegui ver nenhuma promoção com grandes descontos. nem mesmo a recém inaugurada Saraiva Mega Store do Plaza, principal shopping de minha cidade, fez alguma promoção, vendendo a R$30,00 CDs que costumam sair a R$24,90 na filial da mesma na Rua do Ouvidor, no RJ. Tudo bem que para ir ao Rio, gasto R$10,00 para ir e voltar, mas não custava para a Saraiva niteroiense praticar o mesmo preço - ou até menos - do que pratica no outro lado da Baía?
Para mim essa Black Friday não aconteceu. Foi uma mera promoção como outras que eles fazem de vez em quando. Brasileiros são oportunistas, interesseiros e em muitos casos, trapaceiros. Sempre arrumam um jeito de obter vantagem. Vai demorar muito para que aprendam com estrangeiros a respeitar melhor o cliente, aquele que lhes dá dinheiro.

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