Infelizmente, hoje não temos o que comemorar de forma alegre. É um triste fato de que os ideais análogos ao fascismo estejam crescendo em Niterói, em pleno século XXI, quando deveríamos estar mais altruístas e mais sensatos.
A eleição maciça de Bolsonaro na cidade fluminense mostrou o que há tempos havia se mostrado aos poucos em Niterói, que da mesma forma que Curitiba e o estado de Santa Catarina, tem se tornado um reduto neofascista no Brasil.
O temperamento agressivo d população niteroiense, que costuma ser intolerante com os mais fracos, somado ao seu tradicional egoísmo, pode ser comprovado com a instalação de uma filial niteroiense da Klu Klus Klan e pelo desfile aos moldes nazistas, organizado pelo exército, na comemoração da vitória de Bolsonaro, no último dia 28/10. Caos de agressões contra estudantes e professores ocorrem com frequência, apesar de ignorados pela mídia conservadora.
Bom lembrar que em Niterói surgiu o movimento positivista (de Auguste Comte, trazido ao país por Benjamin Constant), que inspirou ideais de direita e onde também surgiu o ultraconservador "espiritismo" brasileiro (que nada tem a ver com a sua versão progressista francesa, apesar do senso comum pensar que tem), que inclui a sadomasoquista Teologia do Sofrimento entre seus dogmas. Seu deturpador e patrono, o "médium" Chico Xavier, chegou a ser homenageado com o nome de uma longa rua em Piratininga, onde fica um "centro" com seu nome.
A explicação para o crescimento do fascismo em Niterói está no fato de terem muitos ricos na cidade, que é a que tem maior número de financeiramente bem sucedidos na cidade. Há muitos empresários de médio e grande porte vivendo no município. Há muitos magnatas como donos de propriedades na cidade. E mesmo entre os pobres, há muitos que confiam nas elites, seguindo as orientações destas.
Os mais ricos geralmente aderem ao fascismo como meio de tirar do caminho aqueles que supostamente atrapalhariam a ganância capitalista dos magnatas, estes desejosos de terem muito mais dinheiro e bens que outras pessoas, com direito de fazer crescer seu patrimônio de forma ilimitada. O fascismo cumpre muito bem a função de eliminar pobres e excluídos do convívio humano.
Há tempos que Niterói deixou de ter um índio como símbolo. Bolsonaro, que ganhou com 62,46% dos votos (perto dos minguados 3,54% para Haddad), pretende exterminar índios, considerados inferiores pelas ideologias conservadoras que dominam a ex-capital fluminense de grande maioria conservadora na linha neo-fascista.
Não era para Niterói estar assim em pleno século XXI. Triste comemorar o aniversário da cidade desta maneira. Esperamos que esta onda fascista acabe.

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