Com a popularização das redes sociais, foram criadas também, com base nas comunidades de namoro das mesmas, aplicativos criados para paqueras. Analisei vários deles e cheguei a algumas conclusões. Apesar de ter analisado vários, vou falar aqui apenas do mais popular deles, o Tinder.
Antes de tudo, já vou logo estragando a festa: o Tinder é apenas uma brincadeira, como todos os aplicativos e redes sociais de namoro. É segredo de polichinelo o fato de que esses recursos são para perdedores e que os homens e mulheres que sabem o que querem, conquistam seu parceiro pessoalmente, nos meios tradicionais, principalmente entre vizinhos, colegas de estudo e de trabalho.
Aplicativos para namoro são feito para quem não leva a vida amorosa a sério (embora muita gente alegue querer "relacionamentos sérios, mostrando perfis que sugerem o oposto). Fotos e descrições nos perfis deixam bem clara a futilidade de seus usuários. São muito raras as pessoas que mostram um perfil adequado a uma pessoa que leva a vida amorosa a sério.
São fotos pseudo-sensuais, poses ridículas, em situações que sugerem alcoolismo, fanatismo religioso e futebolístico, fotos que sugerem infantilidade. Enfim, o pior do pior para todos os desgostos, perfis feitos para espantar qualquer pretendente.
Mesmo em fotos e perfis que nada denunciam, há sempre o risco de haver decepções. Brasileiros são seres mais sociais que a maioria dos seres humanos e isso significa fazer tudo o que a "manada" faz. Seguir a maioria parece sempre o correto a fazer, mesmo que a manada siga rumo ao despenhadeiro. Isso significa a adesão incondicional ao modismo do momento ou a tradições para lá de arcaicas.
Pessoas com perfis diferenciados são muito raras de encontrar em aplicativos de namoro. Até parece que para quem é diferenciado, há o conhecimento de que esses aplicativos só tem serventia para quem está disposto a pagar mico nas redes sociais, virando piada em quadros do tipo "os perfis mais hilários do Tinder". Como se o Tinder fosse criado apenas para pessoas serem ridicularizadas.
Como todos os aplicativos, o Tinder é pago, do contrário que muitos pensam. Os aplicativos de namoro só tendem a liberar gratuitamente apenas poucos recursos e se quiser utilizar de forma mais plena qualquer aplicativo, vai ter que soltar alguns trocadinhos. Senão, o jeito é se contentar em dar "Nope" para uma cacetada de nulidades humanas que aparecer na tela de seu celular.
Moral da estória: aplicativos são para perdedores. Quem tem o pé no chão sabe que conquista é presencial, ao vivo e a cores. Aplicativos são apenas para que otários paguem mico enquanto seus criadores ganham rios de dinheiro através da publicidade que exige número grande de inscritos. Muitos carneirinhos a alimentar um punhadinho de lobos famintos.

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