Hoje seria o aniversário de sete décadas da cantora e baterista da dupla estadunidense The Carpenters, Karen Carpenter, que junto ao seu irmão mais velho Richard, alegraram muitas gerações com suas canções bobinhas, inócuas, mas emocionantes. Nunca foram culturais ou intelectualizados. Queriam apenas nos divertir com suas canções românticas, e só. Mas falemos de Karen.Karen tinha uma das mais belas vozes já vindas de uma mulher. Seu estilo influenciou muitas cantoras e o que muita gente se esquece é que ela era também uma baterista, algo raro no tipo de música gravada pela dupla. Há um vídeo onde ela mostra apenas seu talento não somente na bateria, como em alguns instrumentos percussivos.
Musicalmente não se tem o que falar muito dos Carpenters, que faziam basicamente música romântica e tinham uma atitude bastante carola. Atitude que posteriormente se revelou questionável, com o divórcio não-amigável de Karen em 1981, que resultou em depressão e consequentemente na anorexia nervosa que causaria aos problemas de saúde que a matariam depois. Karen é a vítima mais famosa da doença e até hoje é frequentemente citada quando se fala em anorexia.
A depressão por causa do divórcio a fez perder a auto-estima. Ela passou a não se achar bonita. Mas logo ela, que era uma morena de encher os olhos, com vozeirão, rosto lindíssimo e padrão de beleza dominante na época. Todas as garotas queriam ser Karen e todos os meninos queriam ter Karen. O que a depressão pode fazer com uma pessoa...
Aí em 1983, em 4 de fevereiro, sua bela voz se calou. A luta dela contra a doença tinha sido perdida. Foi lançado um álbum póstumo, Voice of The Heart e desde então, inúmeras coletâneas. Em 2009 saiu mais uma coletânea em comemoração dos 40 anos de carreira.
Na década de 90 foi lançado postumamente o único álbum solo dela, gravado em 1979 e que era resultante da vontade de Karen de gravar uma sonoridade que fosse muito diferente da gravada pelos Carpenters, inclusive com uma pitada bem leve de sensualidade e outra maior de descontração e de ritmo. Muita gente considera como o melhor álbum gravado pela cantora. Concordo. Nele, Karen está mais solta e sua voz melhor utilizada.
Era um álbum em que os executivos da gravadora se recusaram a lançar na época - queriam que Karen se mantivesse em seu estilo - o que aumentou a depressão que culminaria em sua morte. Quando lançado, em 1996, foi recebido muito bem pela crítica, o que mostra que a gravadora errou feio em não lançá-lo na época.
Gosto de várias músicas dos Carpenters, apesar de não me considerar fã, embora não leve muito a sério suas canções, que não vão além de um pop romântico. Admiro muito a beleza que Karen tinha. Era uma bela mulher, belíssima. O padrão de beleza feminino dos anos 70. Todos sabiam disso. Só ela que não sabia.
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CURIOSIDADE: As melhores músicas gravadas pelos Carpenters, além das de autoria de Burt Bacharach, são as escritas por Richard Carpenter, com letra de John Bettis. Quem é John Bettis? Os fãs de Michael Jackson devem conhecê-lo muito bem. Human Nature, gravada pelo falecido astro, foi composta por Steve Porcaro, baterista do Toto (uma espécie de Roupa Nova ianque), com letra do mesmíssimo John Bettis. na minha opinião, é a melhor música gravada por Michael Jackson em toda a sua carreira.
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