As esquerdas cirandeiras há anos vivem achando que a cultura está em seu auge. Estranho isso, já que nunca o Capitalismo foi tão influente no ramo do entretenimento (chamado de cultura pelos esquerdistas para ficar mais "intelectual", como se "vai, vadia, dá o seu rabo" pudesse ser um tratado científico de filosofia).
Nunca a música esteve tão comercial. Até os DIYs, gente que produz por conta própria, se revelam totalmente contaminados pela cultura de mercado, a única que lhes chega através dos meios de comunicação que grandes massas de pessoas tem acesso. Mesmo economicamente independentes, não conseguem se divorciar intelectualmente da cultura de mercado.
Para piorar, a cultura atual anda hipersexualizada. Na música, por exemplo, concertos musicais foram transformados em verdadeiros cabarés, com 300 dançarinos no palco e o cantor (ou cantora) usando menos roupa o possível. Com letras mal feitas pseudo-biográficas, xingando aquele namorado que traiu. Um horror que não traz nenhum tipo de progresso para a cultura, embora esquerdistas cirandeiros digam que traz.
Mas isso é notado em vária manifestações "culturais". No cinema, teatro, etc. Mesmo que não haja a hipersexualização, a falta de espontaneidade é nítida. Afinal, acima de tudo, a atividade supostamente cultural é um emprego, uma profissão, fonte de renda para o "artista" poder se alimentar - ou como a renda é alta, comprar besteiras que nada servem a não ser para colocá-lo no pedestal como alguém melhor que os outros, quase sobre-humano.
Pum produzido com talco
Voltando a hipersexualização, já que há o predomínio da exploração do corpo na cultura atual. Vamos nos concentrar na música, onde isso acontece de forma mais explícita e insistente. Repararam que a música atual está "bundificada", com ênfase no sacolejo de glúteos e elevação de meras rebolativas - sem o mínimo de talento de uma dançarina medíocre - em "instrumentistas musicais", como se o rebolar delas pudesse ser gravado na sonorização musical.
Esta obsessão pela bunda, presente no ultra-estimado "funk" brasileiro (ritmo favorito da esquerda cirandeira brasileira, que cria teses mirabolantes para defender o irritante e patético gênero musical) me lembra muito a frase da recém empossada Secretária Geral de Cultura do (des)governo Bolsonaro, a famosa atriz Regina Duarte:
“Cultura é aquele pum produzido com talco espirrando do traseiro do palhaço”.
Caramba! Como a Regina, atriz consagrada, conseguiu entender o espírito da cultura atual, focada na bundificação das obras, explorando bem o baixíssimo nível intelectual do povo e de quem produz cultura hoje em dia. Regina definiu a cultura muito melhor do que os esquerdistas e seu malabarismo intelectual para tentar rotular algo patético e grotesco como uma sofisticação intelectual e lírica.
Os esquerdistas, por boa fé (ingenuidade) ou por má fé (são pagos para defender ridiculosidades), sempre defenderam a decadência cultural em um país em que a crítica cultural começa a ser marginalizada, retomando aquele mito retrógrado de que não existe cultura boa ou má, sendo a sua qualificação uma questão de gosto.
Se, como a Regina diz, um peido (pum) fizer o maior sucesso como modismo musical, vem algum esquerdista cirandeiro fazer a sua ciranda intelectual para tentar provar a absurda tese de que o peido pode sim ser uma expressão natural de um povo e dizer coisas muito úteis para o desenvolvimento não somente da cultura brasileira como a de todo o seu povo. Mesmo que o citado peido exista apenas para enriquecer meia dúzia de magnatas do entretenimento.
A cultura, que existe para desenvolver o conhecimento de sua população, é um termo bem banalizado, usado para classificar qualquer coisa que se faça durante o período de ócio profissional. A palavra correta seria entretenimento, mas tiraria o caráter pseudointelectual agregado pelos esquerdistas às formas mais mercenárias de cultura, que eles acreditam ser espontânea e poética.
Parabéns a Regina Duarte por ter definido bem a cultura atual. Esta feita por um bando de mercenários sem talento, treinados para enganar os outros (incluindo as esquerdas cirandeiras), para poder ganhar mais dinheiro, fingindo intelecto e revolução.
Regina definiu como um pum, um peido e os membros da alienada esquerda cirandeira ficam com as caras de bundões pasmos pela primeira novidade patética que aparece na grande mídia, achando que se pode fazer uma revolução socialista soltando gases pelo ânus a som de canções patéticas e dancinhas ridículas.

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