Com o neo-conservadorismo, é nítido que houve um aumento gigantesco da violência contra as mulheres, principalmente praticadas pelos próprios companheiros das vítimas. Aumento acelerado com a chegada de Bolsonaro, ídolo dos machistas ao poder. A chegada de Bolsonaro ao poder dá uma ilusão de impunidade, já que machistas acreditam no falso mito da cumplicidade masculina.
Para os machistas, a mulher é um item de seu patrimônio. Ou seja, os machistas se acham donos das mulheres. Claro que um relacionamento estável com qualquer pessoa dá essa ilusão. Mas isso é assunto para outra oportunidade, já que o amor livre proposto pelo movimento hippie, coerente com o instinto poligâmico da espécie humana, acabaria com isso.
Mas mesmo sendo os cônjuges donos uns dos outros, deveriam ter pelo menos respeito, pois antes de tudo são seres humanos e a noção de pertencimento é limitada. Não exclui o direito de cada um fazer oi que quiser da vida. Namorar e casar frequentemente significa conviver com diferenças e somente uma mente amadurecida está preparada para isso. E quase ninguém está.
O isolamento proposto como proteção contra a pandemia tem aumentado e muito as brigas entre casais, que descobrem o lado ruim de conviver com alguém com várias diferenças. Isso acontece - e aí a culpa é de ambos, homens e mulheres - porque todos se casam por obrigação, para agradar a sociedade e para cumprir um ritual imposto para a vida adulta, já que solteirões são malvistos, tratados como perdedores ou irresponsáveis.
Homens de índole violenta tem mais facilidade de conquista
Sem querer isentar a culpa inegável aos machistas, e sem querer culpas as vítimas, boa parte da raiz da violência doméstica está no fato de que as mulheres, que regulam as regras de conquista segundo os padrões sociais, não sabem escolher homens. Normalmente, as mulheres mantém os pre-históricos critérios de proteção/sustento e só querem ser paqueradas nos lugares onde homens de índole agressiva costumam frequentar.
Uma mudança radical nas regras de conquista, criando meios que, senão impeçam, mas dificultem muito a possibilidade de acesso a homens agressivos e mal intencionados, ajudaria bastante a diminuir as chances de uma mulher se casar com um brutamontes possessivo.
Mas não é o que vemos na sociedade, que prefere resolver o problema da violência contra a mulher cortando o mal pelo caule. Não dá para converter um brutamontes em gentleman. A solução é romper com o agressor e tentar mudar a tática de conquista para facilitar o acesso de homens bem intencionados, normalmente tímidos e ausentes nos lugares tradicionais de paquera.
Mas se livrar de maridos agressores não é tarefa fácil, pois além da dependência financeira - não esqueçam que a mulher levou em conta a situação profissional do homem ao escolhê-lo, mais do que o caráter - há um capital social, pois há uma rede de amigos e contatos que é beneficiada pela manutenção do relacionamento já estabilizado.
Mas a minha proposta de mudar as regras de conquista amorosa - sempre tratadas como brincadeira no início das paqueras - deveria ser entendida como um corte do mal pela raiz, merece discussão. Ou mudamos as maneiras de homens e mulheres se unirem ou vamos continuar tendo violência doméstica.
Poucos falam, mas é fat de que os homens mais agressivos se dão melhor na conquista pela cara de pau que possuem e por corresponder ao estereótipo do machão heroico e protetor que as mulheres ainda insistem em preferir. Melhor que se mudem as causas se quiserem que se mudem as consequências.
Levar a sério o processo de conquista desde o início é uma excelente solução. Até porque relacionamentos não são comédias românticas e há um grande risco de terminarem como filmes mistos de terror e violência. Não podemos nos descontrair com algo que pode acabar muito mel. Pensem nisso.

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