Muita gente está reclamando das redes sociais e aplicativos de namoro. De fato, as pessoas consideradas normais e com uma vida razoavelmente estabilizada não recorre a este método para conquistar pessoas para namorar: vai ao vivo e a cores, majoritariamente com colegas de estudo, clube ou trabalho, vizinhos e pessoas indicadas por amigos.
Fica a impressão de que aplicativos são para perdedores, o que subentende uma forma de cilada na qual somente otários são capazes de cair com facilidade. Pois além do fato de que boa parte dos casais admiráveis NÃO ter se conhecido em aplicativos e em redes sociais, as opções que predominam nestes ambientes virtuais não são das melhores. Aliás, há muita coisa ruim.
Antes de que me acusem de preconceitos, é preciso deixar bem claro de que a vida conjugal é uma coisa específica. Não é uma amizade com sexo. Tem o seu diferencial e a pessoa escolhida deve ter características que satisfaça a função de cônjuge. Sem essa de "há muita gente legal". Ser legal não é critério de namoro e sim obrigação de todo e qualquer ser humano.
Todos os relacionamentos exigem que as pessoas sejam legais umas com as outras. Usar "ser legal" como único critério para escolher uma namorada é o mesmo que, para uma operação arriscada, decidir escolher um cirurgião só porque ele sabe falar português. Ora, ora, ora!
Por ser a conquista amorosa relativamente fácil para quem tem aparência e personalidades admiráveis, os melhores arrumam pessoalmente. Isso faz com que os aplicativos e redes sociais de namoro soem - alerta de comparação um pouco agressiva - como uam espécie de aterro sanitário humano, com os piores exemplares da espécie que se pode encontrar.
Mas porque isso ocorre? Ocorre porque existe muita gente burra e brega, sem senso do ridículo e totalmente apegada a modismos e costumes sociais duvidosos, descartada sem saber justamente por estes motivos. Claro que há exceções, mas elas são tão escassas diante do mar de ridiculosidade.
Tenho visto cada coisa assombrosa nos aplicativos e redes sociais de namoro que se pensa que não seria a ressurreição daqueles circos de horrores, onde pessoas deformadas ganhavam uma miséria para servir de atração em picadeiros, despertando a curiosidade de pessoas alheias ao sofrimento de quem nasceu defeituoso.
Ah, olha que eu não sou exigente a padrões estéticos ou comportamentais. Já coloquei muito "nope" em garotas consideradas lindas, ou por serem jecas, ou por serem chiques demais. Já dei like em algumas - poucas, é verdade, pois são raras - garotas meio fora de padrão, mas com alguma elegância comportamental transmitida pela foto e pela descrição.
Realmente a ridiculosidade é o fator principal que obriga a dar muitos "nopes". Isso acontece porque os brasileiros a procura de namoro surgido virtualmente são pessoas mal educadas, mal informadas, com os sensos crítico e de ridículo bastante atrofiados. Gente que só agrada aos seus similares, pois quem quer se evoluir, não aguentaria viver o resto da vida com alguém bastante ridículo.
O ideal seria que as regras sociais, que são rígidas no Brasil - ainda vou escrever sobre isso em postagens próximas - se afrouxassem, permitindo que pessoas de diferentes mentalidades e atitudes possam ter direito a vida afetiva, sem cumprir os rituais impostos - como ir a barzinhos - por uma sociedade competitiva, excludente e que acha que o que é fácil e bom para si, é fácil e bom para todos.

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