Para quem gosta de New Order e Joy Division, como os membros que administram este blog, hoje é uma data especial. Triste, é verdade. Mas especial e marcante. Completa hoje a quarta década de ausência do poeta Ian Curtis, letrista e vocalista do Joy Division, banda cujos membros remanescentes criaram a New Order após o falecimento dele.
Muito se especula sobre os motivos do suicídio de Ian, encontrado enforcado em sua casa, após ouvir o álbum The Idiot de Iggy Pop (que, coincidência ou não, foi convidado para fazer a vocal décadas depois em uma música do New Order, Stray Dog, no álbum Music Complete), pendurado com cordas de varal de roupas.
Embora o Wikipedia fale que o estopim para o suicídio fosse a descoberta do relacionamento extra-conjugal de Ian, preferimos acreditar que a decisão de se matar foi resultado de uma série de fatores. Todos juntos, contribuindo para aumentar a depressão de alguém que sempre vivia infeliz. Cujos sucessos na vida eram incapazes de o alegrar.
Para começar, ele tinha depressão crônica desde a adolescência e era epiléptico, portando uma doença que além dos sintomas conhecidos (a estranha dança de Curtis seria na verdade um ataque de convulsão), gera ainda mais depressão, por gerar verdadeiras gafes diante de outras pessoas.
Curtis também se incomodava com o sucesso. Ele queria fazer música mas não se tornar uma estrela. Como seu "mentor", o falecido líder do Doors, o também poeta Jim Morrison, estava muito mais preocupado em fazer arte do que se tornar um pop star. Há versões que consideram a então vindoura turnê estadunidense da banda como estopim para o suicídio.
De qualquer forma, foi triste a morte de Ian, pois o Joy Division exalava beleza em sua tristeza. Era uma banda cuja sonoridade é atemporal e membros deste blog ouvem de vez em quando músicas do Joy Division para relaxar ou meditar.
Tudo bem que após o ocorrido, surgiu a excelente New Order, uma de nossas bandas favoritas. Mas reconhecemos que mesmo após o falecimento, o legado de Ian permanece até mesmo nas canções mais alegres da nova banda, pois há presença nítida das mesmas influências que frequentavam as vitrolas que o falecido líder do Joy Division usava para ouvir música.
Embora, em matéria de letras, o New Order nunca conseguiu atingir a metade da genialidade de Ian Curtis, já que a preocupação com o instrumental, mesmo nas faixas vocais, foi bem maior que as letras, na banda cuja liderança caiu sobre Bernard Sumner, que assinava como Bernard Albrecht, nos tempos em que o líder da banda anterior estava vivo.
Fica aqui a nossa singela homenagem a Ian Curtis e ao seu Joy Division e sua lindíssimas canções. Mesmo doente e deprimido, Ian conseguiu de certa forma levar alegria para muita gente, que mesmo triste, se consolava em ouvir as canções escritas por alguém que lhes assemelhava, tão triste quanto quais quer fãs.

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