Desde que saiu do grupo alemão Kraftwerk, em 2008, nunca mais se ouviu falar sobre o flautista e multi-tecladista Florian Schneider. Schneider, era, junto com Ralf Hutter, um dos fundadores da banda de Dusseldorf, cidade industrial da Alemanha, que era considerada em importância como os "Beatles" da música eletrônica, tamanha era a sua influência.
O Kraftwerk também pode ser considerado um dos nomes do rock progressivo alemão, conhecido como Krautrock, cujos principais expoentes são o Tangerine Dream (de que sou fãzaço), Faust, Amon Duul I, Amon Duul II e Can, entre outros, já que nos primeiros discos a sonoridade era mais progressiva, embora colocasse instrumentos eletrônicos em primeiro plano.
Aliás, no caminho oposto aos comparados Beatles (em que a segunda fase, a partir de 1966 é muito melhor que a anterior), eu considero a primeira fase do Kraftwerk (até o álbum Radioactivity, de 1975) melhor que a segunda, mais explicitamente eletrônica e menos progressiva. Embora eu goste muito também desta fase.
No começo, Schneider tocava mais flauta, que ligada a um aparelho, alterava os sons do instrumento, possibilitando maior criatividade na produção sonora do instrumento. Com o tempo, o flautista foi largando o instrumento - pelo menos nos trabalhos com a banda - se tornando um multi-tecladista notório.
Schneider teria morrido há uma semana, mas somente hoje foi anunciado o seu falecimento. Tinha 73 anos de idade. Segundo informações dadas pela Sony Muisc alemã, possivel gravadora de seu trabalho solo (e que havia contratado o ex-colega Kark Bartos para seu trabalho solo), seu câncer foi descoberto poucos dias de seu aniversário, em 7 de abril. Pouco se sabe sobre sua vida pessoal.
Como falei antes, desde 2008, Schneider não fazia mais parte da banda que ajudou a fundar. Seu legado é extenso, principalmente no synth-pop do início dos anos 80 e no techno-funk de Afrika Bambataa, Arthur Baker e os inúmeros projetos que estes ajudaram a produzir. Fora isso, são muitos os projetos influenciados pela banda, independente de que movimento musical faça parte.
A repercussão está acontecendo aos poucos, já que o Kraftwerk nunca se destacou pelos integrantes, que de tão discretos, eram quase invisibilizados. Mas está repercutindo. O "Kraftwerk" francês, Jean Michel Jarre, foi um dos primeiros a se manifestar, colocando uma foto de Man Machine para se lembrar do falecimento daquele que Jarre se referiu como amigo.
Fica aqui o meu pesar pelo falecimento de Schneider. Desde que saiu, eu estava esperando algum trabalho solo vindo dele. Mas ele havia sumido, por decisão própria. Talvez estivesse decepcionado com a fama, ou desejoso de uma vida mais pacata, longe dos holofotes. Boa decisão. pena que a oportunidade pacata durou pouco. Vá em paz e obrigado por tudo, Florian Schneider!
Vejam Schneider, bem jovem e com cabelo, tocando flauta em um dos primeiros concertos do Kraftwerk, com plateia lotada, no início dos anos 70, testemunhando a fase de rock progressivo da banda. Hutter está de cabelo comprido e óculos. Schneider aparece logo no começo.

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