Eu já sabia. O PTinder, a tentativa de criar mais uma rede social de paquera, mas só para esquerdistas - os direitistas também entraram na onda e criaram outro, o Bolsolteiros, cuja administradora se diz decepcionada com o "Coiso" - já está ativo e tem preservado a mesmice em que se tornaram os aplicativos e grupos sociais de paquera.
Sempre aquela idiotice de confundir descontração com imaturidade e esquecer de uma vez opor todas que toda aquela paquera irá se tornar com o passar do tempo em um convívio difícil a dois, com contas a pagar, problemas a compartilhar e a desobediência biológica ao nosso instinto poligâmico, só para agradar a sociedade que quer ver todo mundo casadinho, seja lá com quem for.
A propaganda o PTinder promete fazer da rede um diferencial, só pelo fato de seguir orientação política progressista. Mas parece que na mente da maioria dos esquerdistas isso basta para garantir a felicidade de um casal. Como se ter a orientação política como único ponto de afinidade fosse o suficiente para tudo virar "amor de Julieta e Romeu, igualzinho o meu e o seu".
Visitando a comunidade do PTinder - por enquanto apenas no Instagram, com aplicativo em fase final de criação - percebe-se que o problema das paqueras hoje em dia tem muito mais a ver com a mentalidade dos brasileiros, emburrecidos pela hecatombe cultural dos anos 90, agindo feito crianças deslumbradas dentro deste tipo de rede social.
Eu não me decepcionei porque já havia me decepcionado com o Orkut. A humanidade realmente deu errado (valeu pelo lembrete, Flávio Migliaccio! Benção!) e poucos são os que se dispõem a levar a vida a sério e trabalhar para um desenvolvimento da mentalidade humana. Para muitos chegar aos 18 anos em si é um sinal de maturidade, por mais infantil que seja a maneira deste adulto levar a vida.
O ideal seria que as esquerdas tentassem educar as pessoas por meio da mídia alternativa, já que ela tem se mostrado de certa forma influente. pelo menos dentro da bolha progressista. Mas ao invés disso, ela confirma velhos hábitos dos brasileiros, já existentes nos tempos de dominação midiática da direita e decide criar um mero aplicativo de namoro igualzinho aos outros.
Nunca foi tão difícil conseguir "a outra metade" como nos últimos tempos. Intelectuais casadas, solteiras idiotizadas e muita conversa chata. melhor ficar sozinho do que mal acompanhado.

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