Uma série de manifestações ocorreu por causa de um cruel assassinato de um cidadão negro, George Floyd, que teve o pescoço esmagado propositadamente pelo joelho de um policial racista. Policial que usou um motivo banal para matar Floyd, porque supostamente estaria fazendo compras com uma nota falsa de dinheiro. Mesmo que fosse verdade, não é motivo para morte e Floyd pode ter recebido a nota por engano de quem o pagou seja como troco ou outra forma.
A morte cruel de Floyd acabou sensibilizando multidões que hoje clamam pelo fim do racismo contra negros e pedem respeito, direitos e valorização às pessoas de cor. Justo. Apoio sem qualquer tipo de condição iniciativas que acabem com o racismo, tratando as pessoas de cor escura como iguais às pessoas de qualquer etnia. Até porque é fato: são seres humanos iguais a nós.
Os protestos acabaram atraindo muitas celebridades, a ponto delas um dis, colocarem uma estranha tela preta em seus perfis, como forma de protesto. Várias celebridades também saíram à ruas para companhar a população nas manifestações. Tudo seria muito lindo se não fosse por um detalhe: o estilo de vida nababesco destas celebridades, normalmente tão alheias aos direitos humanos.
Como pessoas que gostam de ostentar um estilo de vida nada modesto fingem agora se preocupar com a humanidade? É para se promover como "bondosos" e "conscientizados", para manter fãs ou angariar admiração popular? Para lucrar em cima do ativismo, para depois manter tudo como está.
É importante lembrar que Floyd não foi assassinado (sim, o termo é esse mesmo!) apenas porque era negro. Era negro e pobre. Will Smith, Denzel Washington e Kanye West no lugar de George Floyd seriam poupados. Não porque o tal policial goste deles, mas sabe que a repercussão (que foi péssima no caso de Floyd) seria ainda pior se fosse om um negro famoso e principalmente, rico.
As celebridades não estão nem aí para redistribuição de renda. Os EUA, admirados pelos brasileiros pelo imaginário senso de justiça, é uma sociedade injusta, com pobreza, serviços da má qualidade, desigualdades de todos os tipos e que lentamente vem perdendo o posto de potência mundial, a ponto de se inquietar e desafiar a nova potência a China, criando um vírus mortal para tentar destruí-la.
Famosos saíram para as manifestações com suas falsas indignações, para depois, sob medidas de higiene mais do que rigorosa, se limparem da "sujeira do povo", entrando em seus caríssimos carros para retornarem sãos e salvos para suas mansões e retomar a sua rotina de glamour e pose, consumindo vinhos caros e ostentando tudo do bom e do melhor.
Mera promoção pessoal para manter prestígio na opinião pública
Seriam estas celebridades, verdadeiros ativistas? Claro que não! É sempre bom posar de bondoso e conscientizado diante da população. Não somente ricos, mas todos os seres humanos gostam de posar de bons. Atrai confiança e admiração alheia, nos traz os benefícios que só poderiam ser conquistados pela decisão de outras pessoas e ainda nos livra de punições.
É sempre bom parecer bondoso. Mas é ruim ser bondoso de fato. Um verdadeiro altruísta abre mão de pompa, de supérfluo, de luxo ou de outros tipos de excessos. Um verdadeiro conscientizado pensa, lê, e não raramente tem que se livrar das crenças (religiosas ou não) que trazem tanto conforto. É um baita esforço ser um ativista de fato e isso traz muitos incômodos.
Para mim, estamos em uma fase de hipocritização da humanidade. Eu, sinceramente não confio na maioria das pessoas . Pessoas tem interesses e estes são os limites que impedem um altruísmo mais verdadeiro e um desejo real de mudança. Preservar interesses é importante para muita gente e por isso que nada muda em pleno século XXI, previsto como "revolucionário" por futuristas do passado.
Apesar de acreditar nas manifestações da população, não acredito na participação de celebridades. George Floyd, assim como milhões de negros e pobres são um nada para quem vive trancafiado no conforto de castelos, mansões e condomínios em bairros nobres. Sair para defendê-los me parece mais uma tática de publicidade do que de ativismo social. Morto Floyd, tudo volta como era antes.

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