
Você vai ficar impressionado ao ler esta lista de discos favoritos e associar a esta foto de uma atriz e cantora nascida nos anos 90, uma "millennial", de que se esperava um gosto musical mais do que duvidoso, cheio de rappers ruins e muito fast food musical. A lista:
1) elliott smith “from a basement on the hill”
2) belle and sebastian “if you’re feeling sinister”
3) damien rice “O”
4) Modest Mouse “Lonesome Crowded West”
5)Van Morrison “astral weeks”
6) Incubus “Morning View”
7) Radiohead “Ok Computer”
8) Tribe “midnight marauders”
9) Beck “midnite vultures”
10) pixies “doolittle”
Bom, acredite se quiser, mas a lista foi sugerida por ninguém mais, ninguém menos que Emily Osment, irmã do também ator Haley Joel Osment e ex-atriz do seriado de comédias infantil Hannah Montana. Ela nasceu em 1992 e apesar de estar próxima dos 30 anos, a sua geração foi fartamente contaminada por muito lixo cultural, que dominava nos meios de comunicação.
A lista, publicada há pouquíssimos dias em sua conta oficial no Instagram mostra discos aclamados pela crítica e cujo conteúdo mostra um tipo de música altamente intelectualizado, e com preocupações de arranjo e melodia bem caprichados. Uma lista que antes não combinaria com uma estrela surgida no universo meio bobalhão do Disney Channel.
Claro que a carreira musical de Osment é bem melhor do que a de suas outras cantoras de sua geração, embora não chegue perto de ser brilhante. Contratada até 2011 pelo selo Wind-Up (selo independente que foi adquirido pela Capitol Records), gravadora de música alternativa, é um excelente sinal a lista postada esta semana pela atriz em seu Instagram.
Mulheres já começam a melhorar seu gosto musical. Aqui no Brasil também
Está começando a pegar mal para as mulheres assumirem um gosto musical que soasse alienado ou até patético. Mulheres sempre tiveram fama de burrice (falso mito criado pelo machismo) e um gosto musical duvidoso soava como uma espécie de "confirmação" disto.
Nos últimos trinta anos, os homens tem preferido se casar com mulheres mais intelectualizadas, porque descobriram que casamento não é só sexo e que seria muito bom conviver com quem puder conversar. E só se tem conversas inteligentes com gente inteligente. 24 horas no mesmo tento de uma burralda enche o saco e nunca vale a pena.
Com a desmoralização justa do machismo, que ainda continua forte, mas felizmente com a reputação destruída, as mulheres tem se esforçado muito para provar que sabem pensar e que tem um nível respeitável de referências culturais.
O gosto musical não é tudo, é verdade. Mas serve de um excelente termômetro para se medir um nível cultural de uma pessoa. Pois quem não gosta de raciocinar não tem paciência para ouvir música de qualidade. Não por acaso, os piores cantores do Brasil viraram todos bolsominions.
Analisando vários perfis de mulheres em redes sociais, chegamos a conclusão de que várias delas tem moldado seu gosto musical a um nível mais intelectualizado. Como nada vem de graça, é um sinal de que as mulheres estão pensando mais, estão se esforçando para serem melhores pessoas. Perceberam que os homens "de nível" estão fazendo de tudo para evitar se casar com mulheres burras.
Notaram também que mulheres que se prendem a antigos estereótipos machistas estão encalhando, morrendo na praia. O novo tipo de mulher ouve músicas de alto nível e leem livros, dando maior utilidade ao cérebro, representando o novo tipo de mulher atraente, cuja personalidade deve ser marcante e agradável.
Emily Osment corresponde a esse novo tipo de mulher, embora muitas de sua geração ainda prefiram ficar presas a antigos estereótipos, seja por conveniência seja por incapacidade mesmo. Parabéns a Emily por servir de exemplo. Isso explica por que a eterna Lola Luftnagle, linda, com belo corpo e jeitinho charmoso, nunca fica sozinha, namorando sempre.

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