Especialistas em comportamento humano já haviam alertado há muitos anos: a depressão seria o mal do século XXI e poderia matar mais que o câncer, este o mal do século XX. A quarentena imposta pela covid 19 não somente confirmou como fortaleceu esta tese. A decepção com a humanidade, que se recusa a se evoluir, cada vez mais burra e gananciosa, agrava ainda mais o quadro.
O aumento de casos de depressão esta vindo com proporções estratosféricas. O número de suicídios ainda não é grande, mas aumenta a cada mês. Pessoas choram todos os dias. Mesmo os mais abastados demonstram cada vez mais insatisfação, aumentando ainda mais a ganância, na tentativa desesperada de procurar uma razão para viver (e nunca encontra, repetindo e aumentando o processo de aumento desenfreado de bens, direitos e recursos, sempre de forma fracassada).
A depressão que chega é resultado de nossa imaturidade coletiva. Os seres humanos ainda não estão preparados para respeitar o próximo. Cada um, baseando no instinto cada vez mais animalesco, trata de cuidar de seus interesses a ponto de arruinar o dos outros, chegando a matar os outros ou até se matar se a ocasião exigir.
Isso é algo preocupante e ainda não apareceu uma cura definitiva para este mal, que é quase sempre tratado com medidas paliativas. Se alegra durante momentos e minutos depois lá está a danada da depressão batendo em nossas portas para nos entristecer de vez.
Estudos seguem silenciosamente para tentar encontrar soluções para a depressão. Mas o problema é que a ganância dos mais bem sucedidos tem criado um sistema complexo cheio de ramos que impede que muitas pessoas tenham direito a uma dignidade seja material ou psicológica. Enquanto não resolvermos o problema da ganância, a depressão continuará. Lamentavelmente.

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