Robert Fripp é um dos maiores guitarristas do mundo. Mesmo sendo um dos melhores amigos e parceiros do saudoso Jimi Hendrix e também do guitarrista do Police e mais novo "brasilianista" Andy Summers, ele ainda é bem subestimado e impopular até mesmo entre muitos fãs de rock. Mas mesmo assim, conseguiu fazer um trabalho ímpar com e sem o seu King Crimson, responsável por três dos quatro melhores álbuns dos anos 80 (o quarto é o So, de Peter Gabriel, que curiosamente contou com a participação do mega-baixista Tony Levin, integrante da formação oitentista do KC dos outros três álbuns).
Mas esta postagem não é sobre música, embora Fripp tenha utilizado a frase citada no título desta postagem sobre o futuro da criação musical. Vendo a decadência da música de hoje em dia, curiosamente bem tecnológica, cada vez mais a declaração de Fripp faz sentido. Mas esta postagem é sobre simplicidade e a frase de Fripp metaforicamente também serve para pensarmos sobe isto.
Quanto mais amadureço, mais desejo simplicidade. A vida louca das pseudo-modernidades que os grandes centros exigem me afasta cada vez mais. Minha ânsia atual tem sido estar a procura de mais calma e relativo silêncio. Barulho, somente o de pássaros, de um ventinho suave e das músicas que me agradam. O stress positivo que todos chamam de "adrenalina" não faz mais sentido para mim e até me incomoda.
Estou naquela de "casinha branca com varanda", em busca de um lugar que tenha obviamente a infra-estrutura de uma cidade, mas com a tranquilidade de uma cidade interiorana. Cidades como Aracaju, Três Rios e Feira de Santana me atraem bastante. Mulheres de beleza normal e personalidade meiga e que odeiem curtições me parecem as companheiras ideais. Na TV documentários em canais de ciência me parecem ser a programação mais adequada.
O século XXI traiu os futuristas mais antigos e posso dizer que se tornou uma verdadeira decepção. A evolução tecnológica, aplicada às pressas e sem planejamento e tempo necessários, se mostrou problemática. Não somente não eliminou problemas como criou outros piores.
A tecnologia estimulou a inércia intelectual e afetiva dos seres humanos, que diante da hegemonia das máquinas, agem agora como verdadeiros autômatos. As relações humanas ficaram mais difíceis. Eu mesmo me tornei uma pessoa bem desconfiada. Não é qualquer um que consegue conquistar a minha confiança e afeto. E quem tentar, sabe que será uma tarefa bem complicada.
Simplicidade e tranquilidade viraram minha palavra de ordem e meta de vida. Quero fugir do caos em que se transformou a rotina dos grandes centros. Por isso a fase de Fripp veio como uma luva. Realmente vai cair o mito de que o futuro será da tecnologia. Não. A tecnologia é presente e não custará a virar passado.
O futuro é realmente da flauta de bambu e das coisas simples que conseguem tocar nosso intelecto e nosso afeto. Coisa que nenhuma tecnologia conseguiu até agora.

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