Brasil não é para principiantes. O povo brasileiro e seu festival de crenças, costumes e gostos faz do nosso país a versão live-action de nações surreais da ficção como o País de OZ e o País das Maravilhas. E desde 2016 acrescente-se a isso, características distópicas de filmes pós-catastróficos como Mad Max, onde humanos desesperados lutam pelos bens que não existem mais.
Brasileiros são um povo doido. Com a imaturidade de um bebê de 520 aninhos, diante de nações com mais de 5000 anos, que passaram por experiências traumáticas ainda desconhecidas de nosso povo, os brasileiros ainda não sabem como sair de sua condição de sub-desenvolvimento.
Com o egoísmo em alta e com noções bem precárias de altruísmo - muito mais resultado de nossa religiosidade do que da vontade de ajudar os outros - apelamos para soluções estereotipadas que sempre se demonstraram fracassadas para resolver os problemas nacionais.
Somos incapazes de criar novas soluções para novos problemas e por isso sempre recorremos, sem sucesso, a soluções antiquadas. Mesmo depois do fracasso, continuamos a procurar no passado, ignorando seus resultados pífios ou desastrosos, soluções comprovadamente fracassadas na esperança que um dia possam dar certo. E novamente dão errado.
Graças a nossa incapacidade de resolver problemas, preferimos optar pela fuga. Mesmo a esquerda bravateira e a direita odiosa, mesmo com a oposição ideológica, são brasileiros. E como brasileiros, correm logo para os braços do futebol, do álcool e da religiosidade para procurar uma solução que não consegue sair de suas mentes ainda intelectualmente atrofiadas.
E festas, festas e mais festas. Fascinado por multidões reunidas fazendo a mesma coisa - revogando a vocação do Brasil para a diversidade - o povo brasileiro não resiste a uma festividade, onde encontra a compensação para o altruísmo que não sente. Afinal, se não deseja que a humanidade se evolua e viva com qualidade, desejar que muitos se divirtam parece bom e não precisa mudar nada.
Não sei o que esperar do Brasil. Estou cercado de gente desinteressada em melhorar o país:
- Por um lado, uma direita odiosa, negacionista e que deseja inverter realidade e ficção para que suas crenças tolas e interesses gananciosos prevaleçam.
- Por outro lado, uma esquerda deslumbrada, conservadora no lazer, nas crenças e nas relações sociais, que mostra medo da direita.
- No meio, capitalistas moderados, metidos a imparciais, que se recusam a assumir as culpas por toda a desgraça que acontece no país.
Estamos fritos. Essa "brava gente" que vive correndo de tudo não se empenha para que o Brasil melhore. Não tenho tempo de vida suficiente para ver o Brasil prosperar. É cenário de OZ, de País das Maravilhas. Com uma grande e picante pitada de Mad Max.

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