Mas o que se vê no perfil do Instagram dedicado ao aplicativo que há tempos está para ser lançado e até agora só ficou na promessa, é um bate-papo meio infantil sobre temas de interesse não da esquerda trabalhista de outrora, mas da esquerda cirandeira, lacradora, aquela que acha que drogas, veganismo, futebol, religião e travestismo estão muito acima de emprego com salário justo.
Quanto a formar casais que possuem a mesma orientação política - quanto a outros assuntos, o PTinder não garante afinidade - o perfil do Instagram tem sido um fracasso retumbante. A ideia de fazer mais uma rede social quando paquerar pela internet se tornar algo cada vez mais chato e até perigoso - muita gente mal intencionada aparece fantasiada de pretendente - sempre me pareceu inútil e imaturo.
Já basta que o PTinder, que dá sinais claros de que foi criado como uma brincadeira, como forma de descontração para os esquerdistas namastê, tem um nome nada criativo, foi idealizado por duas mulheres lindas e casadas - que não entendem de solidão - e foca mais um esquerdismo ao mesmo tempo místico e irresponsável, onde alcoolismo, astrologia e outras bobagens tem espaço certo, no lugar de assuntos mais sérios. Justamente quando as pessoas procuram alguém mais sério para se relacionar.
Na verdade, o verdadeiro mérito do PTinder é mostrar, através da participação de seus seguidores, que boa parte dos esquerdistas brasileiros rompeu definitivamente com a antiga e respeitável imagem das esquerdas bolcheviques: saem os operários zangados pelas más condições de trabalho e de vida e entram neo-hippies alucinados querendo que Deus e outras divindades resolvam seus problemas.
O identitarismo rola livre no PTinder e mesmo tendo apenas esquerdistas em seus fóruns de debates, as briga s não são inevitáveis, já que quem quer algo sério, bate contra quem entrou lá só para se descontrair e se sentir como uma criança de 5 anos a falar um monte de bobagens. Mas quem gostaria de se casar com alguém que só pensa em bobagens? A vida a dois é complicada e cheia de desafios!
Sinceramente, o PTinder foi um fracasso total. Foi uma perda de tempo ter criado. Em tempos em que o romantismo está em baixa - as feministas declararam o fim do romantismo, para elas "coisa de mulher submissa" - e as relações amorosas andam confusas e em alguns casos, violenta, para quem não estabilizou a sua vida afetiva, é melhor continuar só e viver a liberdade que a solidão pode oferecer.
O PTinder mostrou o verdadeiro delírio "comunista", que de comunista não tem nada: viver irresponsavelmente ao lado de outra pessoa, admirando ícones da esquerda, mas sem resolver nenhum problema do país. Se as criadoras do PTinder queriam mudar o mundo, erraram feio.

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