Nos últimos anos, as esquerdas tem dado uma verdadeira lição de idiotice. Ou porque não sabem ser esquerdistas ou porque estão chapados de tanta maconha e cerveja, mas a verdade é que ao invés de usarem a lógica, a racionalidade recomendada por Karl Marx, preferem a credulidade cega das religiões que insistem em não largar, observando tudo ao redor de forma subjetiva.
Entre estas manias está a novidade de rotular e qualificar celebridades e esportistas de acordo com o botão que eles apertaram nas urnas. Muita gente talentosa tem sido esculhambada só porque teve a infelicidade de votar na direita ou na extrema-direita, mesmo quando isso não interfere no trabalho deste profissional.
Por outro lado, há muita gente medíocre exaltada por ter votado na esquerda, como se fossem gênios incompreendidos. Gente sem talento e sem vocação para a arte ou para o esporte que só porque apertou 13 na urna e conseguiu alguma popularidade (o povo em geral não admira gênios, por serem "perfeitos demais" e difíceis de compreender, mas considera gênios os medíocres que amam) e sucesso midiático.
Para piorar as coisas, é criada uma polarização forjada entre dois nomes que fazem exatamente a mesma coisa, com o mesmo nível de qualidade - ou de falta dela - como se a diferença na orientação política pudesse ser usada para mensurar a qualidade musical ou esportiva de alguém.
Vemos esquerdistas esculhambando o surfista Gabriel Medina, considerado o melhor brasileiro na modalidade. Só porque ele teve a decisão infeliz de votar no Bolsonaro. Tudo bem que como cidadão, Medina deixa a desejar. mas é preciso ver alguma qualidade no trabalho profissional dele como esportista, pois mas ondas não costuma fazer a mesma merda que faz quando está diante da urna.
E o que dizer dos gêmeos idênticos da mediocridade tradicional, Odair José e Amado Batista? Ambos fazem exatamente o mesmo som, falando nas letras o mesmo tipo de assunto - a realidade cotidiana de quem frequenta prostíbulos - e só porque um virou esquerdista e outro bolsonarista, encanaram de rotular cada um de forma diferente. como se os dois tocassem tipos diferentes de música.
A mesma desgraça ocorre diante do espancador de mulheres DJ Ivis e da serelepe Gaby Amarantos, ambos representantes do forró brega. Gaby é considerada muito melhor artisticamente que Ivis só porque tem postura humanista e responsável. O bom comportamento da cidadã Gaby acaba medindo a qualidade musical dela, que é tão medíocre que a do DJ de pisadinha, nova face do forró brega.
Mas não é apenas entre os medíocres que isso acontece. Muita gente vem quebrando discos do Djavan e esculhambando o cantor e compositor por causa de seu direitismo, mesmo ele tendo sido parceiro do esquerdista Chico Buarque em um curto período. Há quem não suporte mais ouvir Fagner e Lobão pelo mesmo motivo, mesmo eles tendo sido responsáveis por grandes momentos na música brasileira, de qualidade inquestionável.
Para os esquerdistas, nada disso importa. Ruim, ou bom, seja qualquer tipo de música ou de esporte, o que importa é quem você votou na eleição passada. Isso talvez seja bom para os medíocres, que não precisaram mais se dedicar às suas atividades para fazer algo bom. Basta votar no candidato dos esquerdistas que qualquer um vira gênio. Para o bem ou para o mal...

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