O tema pedofilia é um assunto muito delicado. Concordamos que a infância é uma fase essencial e deve ser respeitada. Mas não devemos confundir infância com adolescência e muito menos a atração por crianças com atração por jovens superdesenvolvidas. São coisas muito diferentes.
Por ser um assunto delicado, vamos tratá-lo com um certo detalhismo, para que tudo fique claro. Mas parece que o conceito da palavra pedofilia mudou e ninguém percebe. O que significava atração por crianças ou por elas aparentadas, virou atração por menores de idade. Um erro semântico que tem causado muita polêmica e levando muitos inocentes aos tribunais.
Além da confusão com o significado da palavra pedofilia, em vários países, inclusive no Brasil, a legislação não separa crianças de adolescentes. Para a lei, um rapagão de 17 anos, na beira da maioridade, é tão ingênuo quanto um bebê de 2 anos de idade. Pasmem, é o que a lei diz e até agora não apareceu alguém disposto a corrigir este grave erro. E este erro reforça as polêmica que envolvem pedofilia.
O caso Millie Bobby Brown
Um exemplo de toda a polêmica em torno do que signifique ou não pedofilia tem sido o caso envolvendo a admiração pela jovem atriz inglesa Millie Bobby Brown, protagonista do seriado estadunidense Stranger Things.
Millie é muito bonita e charmosa e tem atraído a admiração de muitos fãs, vários bem mais velhos que ela. A polêmica em torno dela continua, mas ela nada tem de criança. A atriz completou na semana passada, 16 anos, que é o início do processo de maioridade nos países de língua inglesa.
Nesses países, o processo de maioridade é lento e se dá através da conquista gradativa de direitos. Brown, por exemplo, se encontra em condições legais de dirigir carros. Lembrando que a lei, tanto do Brasil como as leis dos países de língua inglesa, autorizam menores de idade a se envolver com maiores desde os 14 anos, com autorização dos pais.
Mesmo assim, a atriz é tratada como se fosse uma menininha, embora seu corpo tivesse se desenvolvido com uma rapidez assustadora. Concordamos plenamente que seria pedofilia se Millie Brown tivesse sido admirada no começo de sua aparição no seriado, quando tinha realmente aspecto de criança. Mas hoje ela parece uma adulta, ainda não sendo porque a lei não deixa.
Mas a atriz, que namorou várias vezes e voltou a namorar, certamente sabe sobre sexo muito mais que vários integrantes da equipe que mantém este blog. A não ser que para a legislação, ela arrume namorados para brincar de casinha e contar 1-2-3. Na verdade ela namora para "brincar de médico", o que prova que mentalmente, ela não é nenhuma pirralha.
Nanismo raro que atrofia o desenvolvimento
Por outro lado, a lei não vê problema nenhum em admirar um adulto que por problemas orgânicos chegue à vida adulta com aspecto de criança. Há doenças graves que impedem o desenvolvimento físico e mesmo raro, já existem vários casos conhecidos de pessoas que chegam à vida adulta com aspecto de criança. Um deles, inclusive, mostrou uma trintona com porte físico de um bebê (!).
O seriado American Horror Story, cuja cada temporada é uma estória totalmente diferente, teve uma temporada chamada Freaks, passada em um circo de aberrações, em que mostravam pessoas com deformidades como atração, uma crueldade comum no início do século XX, período em que se passa a estória.
Para a temporada, foi contratada uma atriz de origem indiana que sofre uma forma rara de nanismo que atrofia o seu desenvolvimento físico. Se trata de uma mulher de quase trinta anos, que apesar de bonita, possui aspecto de uma criança de 6 anos. No seriado, ela interpreta uma anã.
Como o significado de pedofilia mudou, se lembrarmos que a atriz tem quase 30 anos, na interpretação da lei, não haveria problema algum em admirá-la, mesmo ela tendo o aspecto de uma criança, o que caracterizaria pedofilia no significado antigo.
Confrontando os dois casos, para a lei, Millie Brown com o seu corpo de adulta aos 16 anos, seria considerado um caso de pedofilia. O da atriz de 25 anos que parece ter 6 anos, não. Pois esta atriz estaria em condições mentais de entender o que é sexo.
De fato tanto Millie quanto esta atriz entendem quando se fala sobre sexo, mas a atriz que parece ter 6 anos representa melhor a fantasia por crianças do que a adolescente inglesa.
Para conservadores, sexo é pior que violência
A polêmica sobre pedofilia ainda deve continuar, pois o novo significado - atração por menores de idade - se consagrou e encontrou coerência com a onda de neo-conservadorismo que assola o mundo atual, na tentativa de impedir o prometido progresso do século XXI.
Curioso que para os conservadores, assuntos sobre sexo são considerados mais cruéis do que sobre violência. Bater em crianças não é considerado crueldade, mas envolvê-las em assuntos sobre sexo é.
Mesmo com espancadores - estupradores também, pois é preciso entender que estupro é sim uma forma de violência - sendo presos, eles não são vistos com a mesma reprovação daqueles que colecionam fotos de meninas, se limitando a admirá-las de longe. Para o sendo de moralidade consagrado, este último caso é mais cruel do que os que batem em seus filhos "para educar".
A opinião deste blog é a de ser totalmente contra a pedofilia, considerando como sendo uma forma de sentir atração a corpos infantis. A adolescência se encontra em outro contexto e o sexo começa a fazer parte desta fase. Ainda mais que muitas meninas, com corpo superdesenvolvido, começam a ser admiradas como adultas, o que significa que não há pedofilia.
Nestes casos, as adolescentes na prática são como adultas sem permissão da lei para viverem como tais. E admirar um corpo bem desenvolvido nada tem de pedofilia. Ainda mais se a dona do tal corpo ter uma vida amorosa bastante experiente, conhecendo os prazeres do sexo através de relacionamentos frequentes em bem sucedidos.
O veredito final: a atração pela Millie Bobby Brown dos dias de hoje não é pedofilia. Ela é uma pré-adulta esperando a chegada da idade permitida pela lei para viver plenamente como adulta.


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