Pelo jeito, para pessoas que vivem bem, que têm as contas bancárias muito bem alimentadas a cada mês, seja qual for a fonte de renda, a luta por causas trabalhistas não é problema deste tipo de gente. Tranquilos por um recebimento de renda que é constante e garantido (se não eternamente, pelo menos por um longo período), a luta por melhores salários e condições de vida e de trabalho é algo que somente os interessados devem lutar.Nossa sociedade ocidental é naturalmente egoísta. As esquerdas brasileiras estão contaminadas por uma hipocrisia crônica que parece não ter cura. Fingem lutar por causas trabalhistas, mas nada se vê de prático. Quando vamos ver como esses esquerdistas vivem, é de uma relativa prosperidade que choca com o desalento da maioria da população.
Todos que querem posar de altruístas, mas sem ser de fato, pois não desistem de um só supérfluo para converter em uma forma de dar dignidade a quem não tem o mínimo necessário. São lives, são exaltações a classes oprimidas. Tudo que analogicamente lembra o aplauso que damos a um mico de realejo. Mas sem querer saber se tal mico vive bem, se alimenta direito, etc..
Muito lindo ver campanhas identitárias que defendem - de forma isolada, como não se deveria - cada classe oprimida, uma de cada vez, não a sua qualidade de vida mas a sua honra. Como se fosse possível ter honra sem ter um salário digno para pagar suas necessidades essenciais.
É muito fácil defender campanhas como Gay Pride e o Black Lives Matter. Ora, são campanhas que não exigem o abandono de seus supérfluos e o fato de ter que tirar o dinheiro desnecessário para alimentar quem necessita. Legal, todo mundo de repente virou altruísta sem precisar doar seus excessos para os mais carentes.
Já causas trabalhistas são difíceis de serem defendidas porque soam como um assunto alheio ao interesse das classes médias que tem uma relativa prosperidade que lhes permite a ter um certo supérfluo que os fazem sentir melhores que as outras pessoas. As causas identitárias surgem para que essas classes prósperas posem de bondosas sem precisar dar dinheiro e direitos a ninguém.
Já causas trabalhistas são difíceis de serem defendidas porque soam como um assunto alheio ao interesse das classes médias que tem uma relativa prosperidade que lhes permite a ter um certo supérfluo que os fazem sentir melhores que as outras pessoas. As causas identitárias surgem para que essas classes prósperas posem de bondosas sem precisar dar dinheiro e direitos a ninguém.
Essas campanhas identitárias são de uma hipocrisia sem vergonha. Quase todos acabam se esquecendo que sem dinheiro não há dignidade. Teria, se não vivêssemos em uma sociedade em que quase tudo é pago. Mas meu amigo, infelizmente, tudo é pago e a verdadeira caridade consiste em aumentar a renda, de forma constante e se possível, eterna, de pessoas carentes, seja em sub-emprego ou desempregadas.
Como os progressistas ou pessoas que se acham como tais não se interessam em mudar o sistema como um todo, ganhar um salário digno deveria ser uma prioridade máxima em todo tipo de luta altruísta. Fazer campanhas sociais sem defender salário digno às classes oprimidas é hipocrisia e mera forma de promoção pessoal.
Até porque a maioria das pessoas é egoísta, a ganância é presente em várias delas e o altruísmo exige esforço e abnegação. Se não querem ajudar, assumam seu egoísmo. Campanhas identitárias sem melhoria da distribuição de renda, não fazem sentido.
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