Os esquerdistas vivem batendo no peito garantindo que não são preconceituosos. Não é bem assim. As esquerdas trabalham em prol da maioria - pois entendem que a democracia é a defesa dos interesses da maioria, já que a lógica impossibilita a satisfação a todos - e não raramente acabam desprezando classes Classes sociais que as esquerdas brasileiras desprezam ou às vezes humilham, minoritárias não apenas em prestígio sócio-econômico como minoritárias em número de pessoas. Vamos listar as classes sociais que as esquerdas nunca se empenham em lutar a favor.
1. ATEUS
Apesar do patrono dos esquerdistas, Karl Marx ter sido ateu, e mesmo havendo alguns ateus entre os esquerdistas brasileiros, os esquerdistas brasileiros estão cada vez mais religiosos, repetindo "Amen", "Amen" e "Amen" com muito mais frequência do que sai da boca de Edir Macedo. Sabendo que religiosos são maioria em um país religioso, as esquerdas preferiram se unir a quem tem fé, visando benefícios. Ateus, por serem minoria esmagada, não oferecem benefícios. Apoiá-los ou desprezá-los não faz muito diferença.
2. AVESSOS AO FUTEBOL
Um dogmas dos esquerdistas brasileiros consagrou a ideia - criada pela direita - de que o futebol é um dos símbolos cívicos do Brasil. Mesmo sendo símbolos culturais, o samba e a feijoada não desfrutam deste privilégio de se igualar à bandeira e ao hino. O futebol, sendo um símbolo não somente cultural, mas cívico, como a bandeira nacional, se tornou obrigação nacional. Quem se recusa a gostar de futebol é desertor e deve ser punido, no mínimo com desprezo. Dito e feito.
3. ABSTÊMIOS NÃO RELIGIOSOS
Nem todo mundo gosta de vida agitada. E nem todo mundo é obrigado a cumprir certos rituais sociais. Beber ou não deveria ser considerado uma opção. Mas os adultos ignorantes tratam a obrigatoriedade de beber álcool como "liberdade". A liberdade de se cumprir uma obrigação? Que contradição! De qualquer forma, as esquerdas não perderão tempo para defender o direito de quem não quer beber álcool. Até porque as esquerdas estão ocupadas, enchendo a cara de álcool em algum bar da esquina.
4. VITIMAS DE BULLYING
Apesar de existirem no exterior muitas campanhas anti-bullying, as esquerdas parecem meio paradas em relação ao assunto. Não há campanhas em defesa de jovens humilhados por colegas de escola e nem mesmo do assédio moral, que é o bullying no trabalho. Por mais que esquerdistas se assumam contra bullying, há uma certa inércia em combater isto.
5. HOMENS NÃO-MACHISTAS PREJUDICADOS POR MULHERES
Apesar do feminismo ter características que lembram atitudes fascistas, as feministas se assumem de esquerda. E o apoio é recíproco, já que as esquerdas apoiam sem restrições o feminismo, sem medir as suas consequências. Para os esquerdistas, o feminismo beneficia toda a humanidade (embora as medidas divulgadas beneficiem apenas as mulheres), o que ajuda muito a calar a voz dos homens prejudicados, principalmente os não-machistas, que sofrem todo e qualquer abuso feminino (sobretudo na área financeira), sem ter com quem reclamar.
6. LOOSERS SOLITÁRIOS
A conquista amorosa sempre foi cheia de regras. Elas aumentaram ainda mais com o aumento dos casos de assédio e com o fim do romantismo (substituído por uma espécie de sensualismo leve e bebum). Ficou muito difícil arrumar alguém para contrair matrimônio. Ainda mais em tempos em que as pessoas, incluindo seguidores de políticas de esquerda, estão perfeitamente idiotizadas. Mas as esquerdas nunca se empanham em resolver estes problemas, preferindo humilhar homens solitários, tratados como nazistas frustrados e solteironas, tratadas como piranhas alcoolizadas. Com maior parte de personalidades muito bem casadas, as esquerdas nunca conseguem entender os solitários.
7. DESEMPREGADOS
Sim, acredite. Esta classe é solenemente desprezada pelas esquerdas brasileiras. Mesmo demonstrando alguma preocupação com o aumento dos níveis de desemprego, os desempregados são uma classe bastante desprezada por uma política muito mais voltada às causas identitárias (prioridade das esquerdas brasileiras) que as trabalhistas. Quando há alguma ajuda, é sempre no mesmo padrão das religiões e das organização não-governamentais, quase sempre paliativa. Mas nada é feito de fato, nem mesmo através de meras campanhas, para combater o desemprego de forma prática.
8. AVESSOS À NOITADAS
As regras de convívio social decretaram que adulto se diverte de noite. Com uma carga de trabalho alta, só resta o turno da noite como tempo livre, o que acabou consagrando o horário como típico para a diversão adulta. Com o tempo, as noitadas se consagraram como diversão de adulto, se tornando uma obrigação para quem quer manter a vida social ativa e constante. Mas nem todo mundo gosta e muita gente prefer usar a noite para descansar, sem se preocupar em aumentar o número de amigos, preferindo um estilo de vida mais pacato. Mas para quem entende a felicidade como sinônimo de agito e enlouquecimento, pra quê defender o direito a uma vida pacata. Quem gosta de sossego que se vire e vamos defender o direito de quem quer viver de acordo com a maioria, no meio da multidão.

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